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Archive for the ‘Futebol’ Category

1 – João Gilberto – tem o respeito de todo o grupo. Seguro e discreto, não faz defesas espalhafatosas. Todas as jogadas de ataque começam das suas mãos – ainda precisas, apesar da idade.

2 – Wilson Simonal – cheio de ginga, era um lateral promissor e querido pela torcida até se envolver em uma confusão com um devedor e passar a ser chamado de agiota pelos adversários. Precisa recuperar o prestígio dos adeptos para continuar na equipe. Tem proposta para jogar no futebol português.

3 e 4 – Milton Nascimento e Lô Borges: vieram de Minas e fazem o trabalho sujo silenciosamente, sem pretensão.

6 – Caetano Veloso – Um dos maiores atletas nascidos na Bahia. Já jogou em todas as posições e foi bem. Só compromete quando dá entrevistas.

5 – Arnaldo Baptista – carrega o piano para Tom Jobim. Chamado de louco por uns, gênio por outros, Arnaldo já passou por todas as situações possíveis dentro de uma concentração. Em uma delas, visivelmente sob efeito de drogas, saiu correndo pelado pelos corredores do hotel, anunciando aos gritos que ia voltar para a Cantareira. Envolveu-se em uma briga célebre com o volante reserva dos Estados Unidos, Alice Cooper. Segundo o norte-americano, Baptista dizia, enquanto disparava socos e chutes, frases sem sentido, como “não gosto do pessoal do Nasa” e “cadê o meu disco voador?”. Baptista diz que não se lembra do fato, mas acha muito engraçado quando alguém pergunta.

8 – Tom Jobim – o maestro. Joga mais recuado em virtude da idade. Comissão técnica pede para que ele maneire no uísque e no cigarro, mas Antônio Carlos não larga a boemia. Tecnicamente, é o melhor jogador do time. É pretendido por diversos times do exterior.

10 – Chico Buarque – um gênio. Da sua mente nasceram as jogadas mais brilhantes já vistas na equipe. Polivalente, consegue jogar nas posições dos colegas sem que notem a diferença. Nasceu em boa família e tem ótima formação intelectual. “Além de tudo, é um gato”, afirma o reserva Cazuza. Apesar da identificação com a equipe, é torcedor declarado do Fluminense.

7 – Raul Seixas – Natural da Bahia, onde era chamado de Raulzito. É criativo, enérgico, mas sofre com o alcoolismo. Seus gols são tão impressionantes que alguns torcedores juram que Raul, na verdade, é Jesus Cristo. Não se sabe exatamente o motivo, mas costuma atrair a presença de mendigos e bêbados ao estádio. Sonha naturalizar-se norte-americano e fazer dupla de ataque com Elvis Presley na seleção do Tio Sam.

11 – Jorge Ben: o mais querido da torcida. É unanimidade: até os torcedores de equipes rivais têm simpatia pelo seu jeito descontraído de jogar. Ponta criativo, arisco, envolvente. Nem o banco de reservas é capaz de tirar o seu bom humor. Uma vez entrou no time somente nos instantes finais de uma partida e ainda assim foi capaz de decidi-la, com um verdadeiro gol de placa. A imprensa local chamou a jogada de “celestial” e destacou a humildade de Jorge ao se recusar a entrar com bola e tudo. Perguntado por um repórter se não se sentia humilhado por entrar somente aos 40 minutos do segundo tempo, respondeu: “você não sabe o que são cinco minutos na vida”. Nunca mais saiu do time.

9- Tim Maia: nascido no Rio de Janeiro, Tim sempre soube fazer gols como ninguém. Tornou-se popular muito cedo. Companheiros de equipe relatam ataques de estrelismo dele durante os treinos. Tim Maia nega e diz até que se converteu em uma religião que ninguém sabe exatamente do que se trata. É também acusado de não permitir relações homossexuais em suas festas no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro. Tem problemas constantes com o peso.

Técnico: Cartola – técnico de modos e gestos simples, despontou para o futebol muito tarde. É respeitado por todos por sua sabedoria popular. Fez o time jogar de rosa em homenagem à Mangueira, sua verdadeira paixão.

Jogadores promissores que não vingaram na equipe

Roberto Carlos – sua popularidade provocou ciúmes no grupo. Saiu da equipe e fez grande sucesso em uma equipe do povo, onde é chamado de Rei. Faz grande dupla de ataque com Erasmo Carlos.

Belchior: quando foi finalmente escalado como titular, deixou o carro no estacionamento do shopping e sumiu. Foi aparecer somente meses depois, no Uruguai, onde pretende seguir carreira.

Banco de reservas: 12 – Toquinho
13 – Zé Ramalho (foi pego recentemente no exame antidoping por uso de cocaína)
14 – Noel Rosa
15- Cazuza (dizem que o seu pai, um grande empresário, exigiu a presença dele no grupo)
16 – Gilberto Gil
17 – Adoniran Barbosa
18 – Wagner Moura

Por Rafael Monteiro

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O melhor elenco, a melhor geração, o melhor futebol da Copa. Uma base formada por 7 jogadores do Barcelona – o melhor time do mundo. E para completar, quem levantou a taça foi um dos melhores do mundo na sua posição, talvez o melhor: Iker Casillas. Justificar o título mundial espanhol não é tão difícil assim. 

A vitória na Eurocopa, há dois anos atrás, serviu para dar confiança a um país mal acostumado com promessas não cumpridas desde a ditadura de Franco. Desde então, a seleção espanhola passou a ser a melhor do mundo, sendo uma das poucas equipes do globo interessadas pelo bom futebol.

Os espanhóis renderam abaixo do que o habitual durante o Mundial. Jogaram menos que podiam, porém, mais do que todos os outros. Eles só não brilharam na final devido à pancadaria promovida pelos holandeses. Os adversários compareceram com uma proposta diferente à decisão: enquanto a Espanha queria jogar futebol, a Holanda pretendia destruí-lo.

Jogando na separatista Catalunha, Iniesta, autor do gol do título, é ídolo de todo um País. Iker Casillas é reverenciado também na Catalunha, atuando na capital Madrid. Lições de igualdade que só uma Copa do Mundo pode proporcionar.

Até chegar ao último degrau das escadas do Soccer City, os espanhóis deixaram muita coisa para trás. Não só adversários, como as fortes Alemanha e Holanda, mas toda uma sequência de fracassos. “Amarelam”, diziam. Hoje, essa síndrome amarela amanheceu em forma de estrela sob o peito.

Por Rafael Araújo

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Alemanha 4×1 Inglaterra: Neuer, Boateng, Khedira e Ozil foram campeões do Campeonato Europeu Sub-21 ano passado, em 2009. No mesmo ano, a Alemanha sagrou-se campeã do sub-17. Um ano antes, os alemães haviam sido campeões do sub-19. A geração anterior, de Podolski e Schweinsteiger, foi finalista da última Eurocopa e terceiro lugar da Copa de 2006, na própria Alemanha. Desde a queda do Muro de Berlim até o presente ano de 2010, nunca o país unificado esteve tão bem no futebol.

A grande fase reflete em campo. Com um futebol vistoso e muito ofensivo, nada atualmente lembra a velha Alemanha. Do meio para a frente, todos os jogadores são ofensivos, inclusive seus volantes – Khedira foi campeão sub-21 como meia e Schweinsteiger era quase um ponta-direita na Copa de 2006. Ozil, o melhor do time,  joga à vontade como meia de criação, aparecendo pelos lados do campo. E no ataque são três atacantes: Podolski, Muller e Klose, com os dois primeiros abertos.

Durante a partida contra a Inglaterra, o time de Low foi superior durante todo o tempo possível de ser avaliado. Digo isso visto o erro de arbitragem no gol de Lampard, que certamente daria outra cara para o jogo. Todo o espaço entre volantes e laterais – muito bem explorados pela Alemanha – só existiram graças ao desespero inglês. Mas isso não tira o mérito de uma Alemanha que se prepara há anos para ser campeã mundial. E também não esconde alguns erros na formação do time inglês.

O principal problema inglês é o mesmo do Brasil na última Copa: a forma de seus principais jogadores. Como na seleção de Parreira, Capello sofreu por ter uma equipe cansada e envelhecida, incapaz de acompanhar os jovens tão rápidos como os alemães. Isso sem contar o caso especial de Rooney, que viajou machucado para a Copa. 

Uma boa explicação para esse caso de problemas físicos é a falta de uma pausa de inverno, como em todos os outros campeonatos europeus. Jogadores ingleses emendaram Premier League e Liga dos Campeões com a Copa do Mundo. Chegaram a exaustão por serem humanos.

Porém, Fábio Capello bem que poderia ter montado melhor a sua equipe. O maior exemplo disso na Copa foi Lampard. Fora de forma, ele jogava como segundo volante, tendo que marcar a atacar o tempo todo. Não aguentou. Nas pontas, Milner e Gerrard não têm a explosão para dar velocidade ao time. Carrick poderia entrar no lugar do Defoe para ajudar Barry na marcação. Pelo menos, o time ficaria mais seguro atrás. Além disso, fica difícil crer que talentosos como Walcott e A. Young sequer foram a Copa. A juventude dos dois acabou fazendo falta. Enquanto que, no caso dos alemães, acabou sendo predominante.

Os ingleses, carregados de cansaço e idade nas pernas, bem que tentaram alcançar os alemães, mas não conseguiram evitar o estrago do tempo.

Por Rafael Araújo

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Uruguai 2 x 1 Coreia do Sul: jogo dentro do previsto. Vitória com cara da Celeste. Luiz Suárez é o melhor jogador jovem da Copa. Melhor em campo, ainda fez os dois. Diego Fórlan mostra a mesma regularidade de sempre – agora também jogando de armador, ótima ideia de Óscar Tabarez. O Uruguai vai forte enfrentar Gana, já com olho no vencedor de Brasil x Holanda. Diante da campanha, fica difícil imaginar o Uruguai fora das semifinais. As vitórias molhadas de suor voltaram.

Sobre a Coreia: não é mau time. Mas depende demais de Park. O meia do Manchester não é craque para isso, acaba sendo sobrecarregado. Os sul-coreanos mostraram raça e melhor preparo físico. Poderiam ter melhor sorte na prorrogação, mas não conseguiram o gol no final.  Ainda é o melhor time do continente asiático.

Gana 2 x1 EUA: equilíbrio é a palavra para descrever a partida.

Gana perde muitos gols; Eua também.

Gana tem um bom preparo físico; Os Eua tinham o melhor preparo físico da Copa. 

As duas seleções são muito bem arrumadas dentro de campo: Gana desde a Copa passada; Eua graças ao excelente trabalho de Bob Bradley e sua comissão técnica.

Os dois times têm atacantes pífios. Gyan é fraco, mas faz gols. Já nos Eua.. Bem, aí que se explica o resultado. Altidore é um Heskey piorado. Forte, sabe usar bem o corpo, mas não saber fazer gols. Quem o vê já percebe o seu problema crônico: a bola. Quando ele não precisa usá-la, dá pra se virar. Usa o corpo, segura o zagueiro, faz o pivô para Dempsey e Donovan. Só não faz gols. Faltou, na hora da pressão, um artilheiro dentro da área. E isso não é culpa de Altidore. É culpa da limitação de elenco.

Tudo o que era possível foi muito bem feito. Os norte-americanos saem como o melhor eliminado da fase eliminatória. Não é nenhum prêmio digno de cinema, mas já podem pedir medalhas de honra ao mérito ao Tio Sam.

Por Rafael Araújo

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Gana, EUA, Uruguai e Coreia do Sul. Uma dessas quatro seleções sairá semifinalista da Copa do Mundo. Consequentemente, uma delas poderá decidir com a seleção brasileira uma vaga nas finais.

Todas essas seleções foram consideradas de médio porte há pouco tempo e tiveram um crescimento considerável nos últimos anos. Vale destacar os Estados Unidos, seleção finalista da última Copa das Confederações, e o Uruguai, campeão do mundo por duas vezes, em 1930 e 1950 (desmentindo quem o considera pequeno). São os dois favoritos nos duelos. 

Gana x EUA: todo mundo deve se lembrar das oitavas de final de 2006. O Brasil enfrentou Gana e venceu, com direito a gol de Ronaldo, aquele do recorde em número de gols na Copa do Mundo. A seleção africana criou bem mais, mas não conseguiu reverter chances criadas em gols. A imagem que ficou foi a de que a seleção africana não sabia chutar. Pois bem, quatro anos depois a Gana não mudou muito. E agora não conta com Essien, seu principal jogador, um dos melhores volantes do mundo. As esperanças de gol estão nos pés de Gyan, atacante que maltratou a bola durante toda a primeira fase.

Enquanto isso, os Eua são bem diferentes de outras Copas. Os norte-americanos mostraram na primeira fase extrema obediência tática e uma superação absurda – conseguindo vencer aos adversários e à arbitragem, ao mesmo tempo. Dempsey e Donovan vêm em grande fase. São favoritos contra Gana, mas contam com o mesmo problema do adversário: pecam muito nas finalizações. Dessa vez, terão que superar o adversário, a arbitragem e a deficiência nos arremates para sonharem com as quartas de final. Vontade e superação para isso não faltam.

Uruguai X Coreia: os coreanos são organizados, saem bem para o jogo. Apesar de ser uma potência asiática consolidada, penou contra a Nigéria e só não perdeu a vaga graças incompetência dos próprios africanos e da falta de ousadia dos gregos. Não são um mau time, devem dar trabalho. São bastante ingênuos na defesa e dependem muito de Park para criarem chances.

O Uruguai é forte ao seu estilo, mas forte como há anos não vinha sendo. Conta com o atacante mais regular da Copa, Diego Fórlan, e outras boas alternativas de ataque jovens como Luis Suárez e o reserva Lodeiro. Lá atrás é muita força, segurança liderada por Diego Lugano. Ao contrário dos coreanos, não priorizam a velocidade e acabam concentrando o jogo no meio de campo. Jogando assim, o Uruguai fez sua melhor partida, contra os eufóricos sul-africanos. A tendência é de que outra grande partida da Celeste se repita, fazendo com que a correria coreana bata de cara com a sua muralha azul. 

Por Rafael Araújo

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A constelação de estrelas da Inglaterra finalmente pisou no chão da África do Sul. Após duas partidas muito fracas, os ingleses melhoraram e poderiam ter feito um placar melhor, se não fossem alguns caprichos da partida, como o azar de Rooney nas conclusões.

Capello fez três alterações na equipe que empatou com a Argélia: colocou Upson ao lado de Terry na defesa, substituindo o sempre contundido Carraguer; escalou Milner no lugar do apagado Lennon, pelo lado direito do meio de campo; e, por fim, colocou Defoe, autor do gol da vitória, no lugar de Heskey – o atacante que lembra bastante uma parede.

Os suplentes corresponderam. Defoe aproveitou cruzamento de Milner e fez o gol da vitória. A partir daí, os três reservas tomaram conta do campo. Milner dando trabalho pela direita. Defoe brigando com os zagueiros. Upson não comprometendo lá atrás. 

Os erros individuais da última partida não se repetiram. Rooney, que parecia machucado no jogo anterior, se movimentou e conseguiu criar boas chances, mesmo não marcando. Gerrard apareceu bem pelo lado esquerdo. Barry pouco errou na saída de bola. Só Lampard ainda está devendo.

Apesar de James ser realmente uma “calamidade” (seu apelido na Inglaterra)  no gol, Capello parece ter encontrado a sua formação ideal. A equipe ainda sofre com o individualismo de seus principais jogadores e com o jeito burocrático de jogar, problemas antigos do futebol britânico. Para piorar, os gols de Rooney teimam em não vir. Porém, a qualidade de seus jogadores, quando aparece, dá bons resultados.

Os jogadores aparentam estar cientes da realidade da Copa. Não há dúvidas sobre o potencial de estrelas como Lampard, Gerrard, Rooney e Terry. Mas ser melhor não faz ninguém vencedor por antecipação. É preciso justificar a fama dentro de campo, a cada jogo. Estrelas são sempre pequenas vistas do gramado.

Grupo C – Classificados: EUA e Inglaterra

Comentários: os EUA são a equipe melhor organizada taticamente do Mundial. Com Donovan e Dempsey em grande fase, falta apenas um melhor aproveitamento para tantas chances criadas pelos dois – sim, é uma indireta para Altidore. Mereceu a primeira colocação do grupo e pode sonhar até com uma semifinal. Eu sou um dos que acreditam. 

Por Rafael Araújo

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A Argentina havia ganhado a sua classificação no sorteio. Por mais que a Coréia tenha se consolidado como potência asiática, ainda são muito imaturos na defesa. A Nigéria não consegue produzir outro Okocha ou Kanu há algum tempo. E a Grécia, hoje, é uma Suíça sem fôlego para defender o tempo todo. Eram nove pontos contados com antecedência.

É possível ver a evolução do time que sofria nas Eliminatórias. Se antes jogadores eram convocados aos montes, há um ano Maradona repete a mesma escalação. Usa-se o esquema da moda, um 4-2-3-1 com cara de Barcelona, feito para Messi se sentir em casa. A melhoria começa aí.

Independente do término da rodada, Messi foi o melhor jogador da primeira fase. Nas eliminatórias, Messi era segundo atacante, jogava aberto e de costas pro gol. Agora, o jogador do Barcelona carrega a bola desde o meio de campo, recebendo a bola de frente pras redes, sendo responsável por quase todas as jogadas do time. Nessa função, Messi foi o melhor jogador da temporada európeia, e deve ser também da Copa, caso a Argentina não fracasse até a final.

Outras melhorias devem ser creditadas na conta de Maradona. Di Maria vem de excelente temporada no Benfica e se encaixou bem na esquerda. Tevez trabalha bem pela direita e ainda compõe o meio de campo. Quando a equipe ataca são três atacantes, mais Messi vindo de trás. Ao perder a posse de bola, Higuaín fica sozinho na frente, enquanto os outros voltam para fazer o meio de campo. Quem diria que Maradona teria um esquema bem definido antes da Copa? Mas existem pontos preocupantes, que até os fracos integrantes de grupo conseguiram evidenciar.

Gutierrez, que é meia, não pode ser o lateral-direito. Do lado esquerdo, Heinze não ataca e não defende bem. Samuel ainda não tem o companheiro de zaga confiável – poderia ser Burdisso, com quem tem entrosamento pelos tempos de Inter. E ainda não ficou decidido quem fará meio de campo, se é Verón ou Maxi Rodriguez. O primeiro não foi bem contra a Nigéria, mas dá melhor qualidade na saída de bola. Maxi aumenta o poder defensivo e velocidade nos contra-ataque, mas não é tão decisivo como o veterano do Estudiantes.

A fase da Argentina é boa. O futebol de Messi anda cada vez melhor, apesar do jejum de gols. Mas a equipe sofreu contra a Nigéria, fez um primeiro tempo fraco contra a Coreia e só foi jogar depois do primeiro gol contra a Grécia. Até agora, os argentinos não mediram forças com nenhuma equipe forte. Mesmo assim, já demonstraram falhas.

Aconteceu o mesmo com o Brasil de 2002. Chegou sem créditos na Copa, pegou um grupo muito fraco e foi ganhando confiança. Foi pegar seu adversário mais difícil nas quartas de final, contra a Inglatera. Naquela ocasião, surgiu Ronaldinho Gaúcho. Posteriormente, Ronaldo, Rivaldo e Marcos decidiram e, ao final da Copa, o Brasil saiu campeão com uma equipe montada.

Maradona confia que Messi irá fazer como os brasileiros  de 2002 e ganhar sozinho enquanto o time se arruma. O favoritismo dos bi-campeões mundiais existe, mas é baseado em Messi e na mística de camisa e do treinador. Resultados concretos ainda não existem. Mas podem ser feitos pelos pés de Messi.

Classificados Grupo 1: Uruguai e México.

Comentários: O Uruguai conta com o atacante mais regular dessa primeira fase: Diego Fórlan. Com o meio de campo de marcação forte e uma defesa sólida, o Uruguai deve passar da Coreia e, após anos, disputar uma quartas-de-final. Não pode ser descartada, apesar de algumas limitações. Já o México continua a tradição de “jogar como nunca e perder como sempre”. Conta com jovens jogadores promissores, mas dá muito espaço na marcação. Deve perder para a Argentina.

Classificados Grupo 2: Argentina e Coreia do Sul

Comentários: A Coreia era realmente a segunda força do grupo. Porém, ainda é ingênua na marcação. Fará um jogo equilibrado contra o Uruguai, mas deverá se superar para chegar às quartas. 

Por Rafael Araújo

  

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