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Blog de dois donos acontece essas coisas.
Devido a semelhança dos nomes muita gente confunde os nossos textos. Tem gente que acha que eu escrevo tudo que aparece nessa página, entretanto muitos sequer sabem que eu existo e mesmo assim visitam o blog. Dois donos com provavelmente públicos diferentes e, principalmente, diferentes opiniões usam esse espaço pra escreverem como bem entenderem, sem qualquer interferência por parte do outro. Esse é o espírito, assim é feito o Além da Curva.
Muita gente achou que o texto abaixo sobre a questão do aborto fosse meu. Mero engano.
Não considero isso uma ofensa, a questão não é essa. O grande problema é que eu discordo do que foi dito lá.
Acredito na existência de Deus. Mesmo não sendo tão frequente e ter concordado muito mais, sou católico. Sou contra as idéias de assassinato, suicídio e quaisquer outras que vão contra a existência humana. Questão de religiosidade. Apenas mais uma opinião.
Mas sou aberto a outras interpretações dessas idéias. Concordo que em alguns momentos não há saída. O post anterior só existiu devido ao caso da menina que teve os seus médicos e parentes excomungados devido a um aborto de gêmeos. Nesse caso, eu sou a favor do aborto e contra o ato de expulsão, já em vista que a chance de saírem mãe e filhos mortos era enorme e que garantir a sanidade de uma criança não é nenhum ato que vá contra as idéias da igreja.
Acho essa opinião do Jabor perfeita. E olha que é raro eu concordar com algo que ele tenha falado.
Pra encerrar, todos os posts são assinados. É importante que os créditos do texto sejam dados ao autor.
Pela exposição de idéias que o blog é feito. Elas estão aqui, cabe a quem lê definir o que acha do determinado assunto. Acho que essa diferença nas opiniões dos autores só faz crescer os temas escritos.
Continuaremos. Existem ainda mil assuntos pra divergir.
Por Rafael Araújo
Há alguns dias meu companheiro de blog sugeriu que eu falasse sobre a excomungação em Olinda. Tudo isso se deve a enorme polêmica, que eu julgo banal, sobre o aborto.
Fiquei pensando por esses dias, por que motivos não legalizam logo ele? Resolveria tantos problemas sociais… A maioria dos bandidinhos, que alguma vezes se tornam bandidões, são filhos que não foram “esperados”, e por motivos óbvios são rejeitados, quase os obrigando a seguir o caminho da criminalidade. Logo as taxas de natalidade diminuiriam, a pobreza seria menor, a família seria melhor e a sociedade mais equilibrada.
Eu não creio que essa seja uma questão de crenças, disso ou daquilo, é sim uma questão de bom senso, na qual a igreja nunca passou perto de ser razoável. É questão de sensatez, saber que quanto mais gente no mundo, pior ficaremos, e que se um filho não foi desejado, é melhor que ele nem chegue a nascer para que não “atrapalhe” nada por aqui. Mas assim, os espertalhões dizem que o feto já é uma crinça, e eu, repito o que o grande Carlin disse, “se eles já são considerados seres humanos, porque não são contados no senso?”.

Então, por motivos completamente aceitáveis, foi realizado o aborto naquela menina. Várias vidas foram salvas. A menina jamais se recuperaria do acontecido, pois sempre que olhasse seu filho, se lembraria de tudo. Filho este, que nunca teria uma vida normal, sabendo que seu pai era um desgraçado e que sua mãe não o queria tê-lo. E assim ele provavelmente estragaria mais vidas, que estragariam mais, como uma grande bola de neve.
É isso que nós temos nesse mundo, uma grande bola de neve, cada vez maior, cada vez mais forte. As instituições que deveriam defender o mundo dela, dão mais força ainda.
E depois, ainda tem gente que tenta me convencer de que esse deus inventado existe.
Por R.
