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Indicado ano passado como melhor campeonato nacional do mundo, a Premier League conta com contratações modestas comparando com outros anos. Com exceção do Manchester City, onde continua jorrando dinheiro do petróleo árabe, os times preferiram manter a base. Baixas como Xabi Alonso e Cristiano Ronaldo tiveram como substitutos Aquilani e Owen, talentosos, porém, inconstantes devido aos números de contusões. Apostas que se juntam às estrelas certas como Drogba. Gerrard, Rooney e Fábregas, que ainda garantem a qualidade da Liga Inglesa.
Além dos grandes nomes remanescentes, ainda existe a qualidade de renovação dos técnicos na balança. O campeonato começa equilibrado justamente por isso, já que não se pode apontar com convicção quem consertará seu time primeiro. Como de costume, os quatro grandes são os favoritos, junto do enriquecido Manchester City e do bom Aston Villa. Todos os gigantes ingleses partem para o título com as boas possibilidades de título. Analisando um por um:
Arsenal: Assisti ao primeiro jogo, a goleada contra o Everton. O belo futebol característico só reforçou a ideia que, sem o Adebayor atrapalhando, tudo tem a fluir melhor. Jogaram no 4-5-1, com apenas Van Persie na frente, puxando os zagueiros para as pontas, abrindo espaço no meio para a chegada do meio. O que mais chamou atenção foi a posição de Bendtner, centroavante de ofício, deslocado para a ponta direita do meio do campo. Mais surpreendente ainda foi vê-lo jogando bem, com lampejos de habilidade. Fábregas também voltou a ser segundo volante.
Pontos fortes: toque de bola envolvente com ótima saída de bola(dois ótimos volantes jogando juntos: Denilson e Fábregas), entrosamento e Arshavin(maior aposta do time pelo talento).
Pontos fracos: Falta um goleiro, Almunia não convence (se bem que, até o Barcelona não tem goleiro). O time muito jovem tende a tremer em jogos decisivos, como vem sendo nos últimos anos. Ainda falta um centroavante, pelo menos como opção para jogos difíceis, aqueles que não dá pra entrar na área tocando a bola.
Liverpool: Alarme vermelho em Anfield Road. Após a estreia, o que poderia ser o início da quebra do jejum de anos, pode ter sido mais um anúncio que a prioridade será, novamente, a Champions League. Aquilani pode ser talentoso, mas não faz a mesma função de Xabi Alonso. Em meio a tantas incertezas, pode ser o ano da confirmação do ótimo Lucas.
Pontos fortes: os mesmos de sempre: a luta incessante, a torcida apaixonada e a personalidade em jogos decisivos. Fernando Torres e Gerrard brigam pelo título de craque da competição.
Pontos fracos: além da perda de Xabi Alonso e ainda faltar um companheiro de ataque para Fernando Torres, o clube pode parar nas suas próprias ambições. Com os candidatos mais enfraquecidos, seria a oportunidade de anos de uma conquista de título. Resta saber o que é importante para Rafa Benitez.
Manchester United: a vida sem dependência. Sem Cristiano Ronaldo, o Manchester não depende mais de ninguém. O time ainda tem belos jogadores, bom banco e um treinador vitorioso.
Pontos Fortes: a zaga, principalmente. Ferdinand e Vidic inspirados são intransponíveis. O ataque Owen e Rooney também promete infernizar as defesas inglesas.
Pontos fracos: quanto tempo Ferguson levará pra adequar o time sem Cristiano Ronaldo? Talvez o time precise de mais de uma temporada para se descobrir sem o português. Enquanto isso, a equipe entra forte nas competições, mas sem alguém que desequilibre.
Chelsea: mais uma mudança de treinador, mais uma vez as esperanças se renovam para o Chelsea. Dessa vez, Carlo Ancelotti, treinador vitorioso no Milan, principalmente, em Copa dos Campeões. Ancelotti nunca foi de dar muita importância para campeonatos nacionais, o que deixa o tom de dúvida no ar. O bom Zhirkov foi o único reforço.
Pontos fortes: não perdeu ninguém. Conta com a motivação de um treinador novo e um elenco já entrosado. Ainda tem um elenco repleto de boas opções (até demais).
Pontos fracos: é um grupo complicado, tanto que já derrubou Felipão. No meio de campo, conta com Deco, Lampard e Ballack para a mesma função, mostrando o exagero do elenco. Além disso, o time tem um estilo de jogo muito burocrático. Falta alguém que faça o inesperado no elenco. O último, Robben, já se foi faz dois anos.
Manchester City: Contrataram bem. Barry, sonho do Liverpool, deve dar lucidez ao meio de campo defeituoso. Toure pode fazer uma bela dupla com Richards, Shay Given é um goleiraço. No ataque, pra completar, vieram Santa Cruz, Tevez e Adebayor. Investimentos de quem quer ser, definitivamente, grande.
Pontos fortes: jogadores como Robinho, Tevez e Adebayor pretendem se firmar no cenário mundial como grandes jogadores. Devem dar o máximo pelo time até o final.
Pontos fracos: o técnico. Por enquanto, o Manchester City é apenas um grupo de bons jogadores. Falta muito para ser uma grande equipe, a começar pelo esquema tático.
O campeonato já começou. Alguma surpresa pode aparecer nos elencos, já que o mercado europeu ainda não foi encerrado. Com todos os argumentos expostos, o meu favorito é o Chelsea. Atualmente é o melhor elenco de todos.
Os gigantes já deram partida. Equivalentes de grandeza e em quase tudo, qualquer ponta de nariz pode fazer a diferença na chegada.
Por Rafael Araújo
Agora existe motivo pra Arshavin abrir o sorriso. O meia russo foi comprado pelo Arsenal, quase no final da janela de transferências, por 13 milhões de libras. Quantia considerável nos tempos de hoje.
Finalmente Arshavin se livrou do seu fraco Zenit. Ótimo negócio tanto pra Arshavin quanto para o Arsenal, que carece de um grande craque desde a saída de Henry. O que me preocupa é o meio-campo do Arsenal que joga em uma linha de quatro, tradição na Inglaterra. Me pergunto se Arshavin se encaixará em um esquema como esse.
Ainda na Inglaterra, Robbie Keane que havia sido comprado por 20 milhões de libras para o Liverpool no começo da temporada, voltou para o time que o vendeu, o Tottenham, pela quantia de 15 milhões de libras. Ótimo para o Tottenham que ganhou 5 milhões nessas negociações e ainda recuperou o seu principal jogador. Pra mim, faltou paciência com Keane no Liverpool. Novamente a vaga de companheiro de Fernando Torres fica aberta.
O Chelsea também contratou no fechar das janelas de transferências. Trouxe o português Ricardo Quaresma por empréstimo. O jogador vinha sendo preterido na Inter de Milão, muitas vezes sequer ficando no banco. Que Quaresma encontre o seu brilhante futebol dos tempos de Porto no time do Felipão. Bola ele tem, jogando o que sabe consegue vaga fácil no time titular do Chelsea.
O Manchester City foi o clube que mais investiu na Inglaterra, gastaram 53 milhões de euros para comprar De Jong (15,4 milhões ao Hamburgo), Bellamy (15,4 milhões ao West Ham), Bridge (13,2 milhões ao Chelsea) e Given (a imprensa inglesa afirma que foram cerca de nove milhões ao Newcastle). Confesso que não conheço o futebol de De Jong, mas os outros são bons reforços, mas nada com que faça o Manchester City ser grande, como o dono do time deseja.
Mesmo com esse período de vacas magras e contratações modestas, o futebol inglês continua se sobresaindo aos outros países quando o assunto é dinheiro. Na lista das 10 maiores contratações dessa janela (abaixo), oito foram de times ingleses, perdendo apenas para as compras do Real Madrid, único time que realmente abriu os cofres nesse período.
As maiores contratações do inverno de 2009
1º Huntelaar (HOL) – Real Madrid € 27 milhões
2º Diarra (FRA) – Real Madrid € 20 milhões
3º Bellamy (GAL) – Manchester City € 15,3 milhões
4º De Jong (HOL) - Manchester City € 15,3 milhões
5º Jermaine Defoe (ING) – Tottenham € 15,3 milhões
6º Wilson Palacios (EQU) – Tottenham € 15,3 milhões
7º Andrey Arshavin (RUS) – Arsenal € 14 milhões
8º Robbie Keane (IRL) – Tottenham € 13,2 milhões
9º Wayne Bridge (ING) – Manchester City € 13,2 milhões
10º Savio Nsereko (ALE) – West Ham € 8,3 milhões
Já deu pra perceber que o futebol também espera pelo final da crise.
Por Rafael Araújo
Fotos e valores: Globoesporte.com

Nessa última segunda-feira, Noel Gallagher, o guitarrista e cantor do Oasis, dedicou a (linda) música Don’t look back in anger (“Não olhe pra trás com raiva”) para Kaká (vídeo abaixo). Sim, o Kaká é o jogador mesmo.
Noel Gallagher sempre foi fã de futebol e fanático pelo seu time, Manchester City, da mesma forma que é fã de confusão e pancadaria quando não está com o Oasis no palco. Noel é tão ligado a futebol, que é amigo declarado de Joey Barton, jogador encrenqueiro do Newcastle, que tem como o caso mais leve do seu histórico de confusões, ter apagado um cigarro no olho do seu ex-companheiro Jamie Tandy, quando ainda atuava no Manchester City. Além disso, Noel já comprou muitas brigas com dirigentes e jogadores do Manchester City na época que o time não tinha tanto dinheiro como hoje.