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Hoje, me surpreendi com um recorde aqui do blog: 88 visitas desde 0h00. Isso se deve ao que Marcos fez ontem na Ilha do Retiro. O goleiro além de salvar o Palmeiras durante os 90 minutos e pegar três pênaltis, me calou.
A razão dessas várias visitas de hoje é o um post do ano passado que redigi, intitulado “Santo Presepeiro”, onde eu sugeria a aposentadoria de Marcos depois do jogo contra o Grêmio, aquele do segundo turno do Campeonato Brasileiro. Não me arrependo das críticas que fiz sobre o jogo, já que ele foi irresponsável mesmo se mandando pro ataque faltando 15 minutos pra acabar o jogo. Mas sobre a aposentadoria, isso sim me arrependo. Ontem, Marcos fez questão de me mostrar o que escrever.
Não assisti ao jogo. Só que no ônibus já dava pra perceber o que acontecia. Alguns falavam de disputa de pênaltis. Com tantas vozes simultâneas, não ouvi muito bem, mas era de Marcos que falavam. “O Marcos cata”, “O Marcos já salvou nos 90″ ou até mesmo “O Marcos é bem melhor que o goleiro dos bambis”. Não deu pra saber muito, tive que descer logo do ônibus. Só fui saber da noite de santo em casa.
Analisando os melhores momentos (odeio comentar sem assistir, mas é o jeito), o Sport pressionou o tempo todo. Qualquer outro time seria estraçalhado na Ilha do Retiro. O Sport criou chances claras, muitas desperdiçadas de forma bisonha, como as de Paulo Baier. O Sport fez tudo certo. Por azar, parou no extraordinário. Parou em Marcos.
Ao contrário do que dizem alguns bairristas, o Sport é sim uma dos 10 melhores equipes do Brasil. Magrão é um ótimo goleiro, um dos mais seguros que pisam no nosso país. O trio de zaga é alto, regular e rápido para os próprios padrões de altura. Longe de ser brilhante, no meio o Sport tem, pelo menos, jogadores que correm, marcam e atacam o tempo todo. No ataque, Ciro é uma das mais gratas revelações do ano. O atacante é ótimo, tanto que não deve ficar por tanto tempo em Pernambuco. Mesmo ainda não tendo um título tão expressivo, o Sport caminha para ser grande(não considero o Sport pequeno, intermediário ainda).
Do lado do Palmeiras, além de Marcos, Luxemburgo faz a diferença. Não há treinador por essas bandas que retire o máximo de cada jogador como ele. Se Marcos fez o que fez, é porque Luxemburgo o instigou. Se Capixaba é ruim desse jeito, é porque poderia ser pior.
Palmeiras segue forte contra o Nacional. Provavelmente passará e fará uma semifinal com o Boca. A juventude do time pode pesar. Que não se desesperem com uma eliminação, já que esse time promete pro futuro, e muito! O Sport deverá fazer uma campanha honrosa no Brasileirão, seguindo o seu bom caminho. Marcos deverá encerrar bem o seu último ano de carreira, terminará no auge caso continue assim. E eu seguirei aqui, pedindo perdão pra todos os santos que mal direi.
Por Rafael Araújo
Poderia ser bem pior se Borges não tivesse feito o belo gol no final do jogo. Mesmo com pleno domínio do jogo, por pouco o São Paulo não começa a competição favorita dos seus torcedores com derrota.
Hoje, os comentários da imprensa apontavam o belo posicionamento do time visitante como principal razão para o empate. Os colombianos pensaram muito bem e ficaram atrás o jogo inteiro, contando ainda com a perfeita atuação do seu goleiro, Bobadilla. Mas o que eles fizeram não é muito difícil de se fazer e pode ser repetido por todos os outros times que enfrentarem o São Paulo no Morumbi.
Na Libertadores do ano passado era a mesma coisa, o time dominava o jogo durante as duas etapas, mas só no final dos jogos no Morumbi saía um gol de Adriano ou Borges. Culpavam Adriano por isso, dizendo que a equipe priorizava os cruzamentos na área para a grande estrela da equipe na época. O São Paulo acabou sendo desclassificado pelo Fluminense no Maracanã, o que poderia ter sido evitado se a equipe paulista matasse o jogo em São Paulo.
O padrão de jogo de ontem me lembrou o do ano passado, com a diferença que a equipe está chutando muito mais ao gol. Com a atuação brilhante do goleiro adversário e muita gente na área, os chutes de fora e os cruzamentos custavam em resultar em gol. O São Paulo só foi realmente jogar bem, com a entrada de Dagoberto que caía muito bem pelas duas pontas.
Não adianta pressionar uma equipe recuada somente pelo meio. Pode resultar em gol, claro, mas geralmente esses saem por erros individuais e não por merecimento. Jogando pelas pontas fica muito mais fácil. Atualmente, a equipe de Muricy não tem alas que se apresentam ao ataque, tanto Zé Luis como Jorge Wágner dificilmente chegam à linha de fundo, o que diminui bastante as opções de ataque. Só foi Dagoberto cair pelos lados, que a defesa colombiana foi começando a se abrir e as melhores oportunidades surgiram.
Eu gosto do time titular montado pelo Muricy jogando fora de casa. Os dois centroavantes na área preocupam bastante a defesa adversária e o meio-de-campo pegador deixa o time mais compacto pra sair no contra-ataque. Porém, em casa não me agrada. Com Washington e Borges na frente, é preciso de opções pela ponta. Colocar Dagoberto e apostar em três atacantes é suicídio. O certo seria colocar os excelentes alas do banco no time titular (Wágner Diniz e Jr. César) que são alas de ofício. Caso não queira abdicar dos dois alas titulares, a solução seria tirar um dos centroavantes pra colocar Dagoberto. O que não pode é deixar o time atacando somente pelo meio.
Não entendi até agora a substituição do Zé Luis pelo Arouca (No Fluminense, Arouca já jogou na posição, mas isso acontecia quando Renato Gaúcho partia pro desespero e colocava um atacante no lugar de Gabriel. Quando isso acontecia, Arouca ia pra lateral pra ficar mais atrás, liberando Jr.César pra atacar do outro lado. Sendo que Jorge Wágner não sobe e não subiu, pra que Arouca entrou?).
Pensando pelo volume de jogo que Muricy falou após o jogo, é certo dizer que o São Paulo jogou bem. Mas ainda falta mais jogadas pelos lados do campo e um melhor aproveitamento dos ótimos jogadores que estão no banco pro Sâo Paulo engrenar. Será que todos os anos o São Paulo só vai jogar bem no Brasileirão?
Ainda aposto no São Paulo como maior favorito para a conquista dessa Libertadores. Mesmo com André Lima no elenco.
Por Rafael Araújo
