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Agora eu também resolvi dar uma queixadinha porque eu sou um rapaz latino-americano que também sabe se lamentar, da mesma forma que Raul Seixas já disse e fez.
Usuários do Speedy continuam com problemas de conexão em São Paulo. Segundo o texto do portal Uol, desde segunda milhares de clientes do serviço Speedy, da Telefônica, estão impossibilitados de usarem a internet. A empresa responde que o máximo que pode ter acontecido foram “dificuldades pontuais de navegação em algumas áreas do estado de São Paulo”.
Por azar, fui mais um entre os milhares. E com um agravante, estive sem os serviços da Telefônica desde domingo, um dia a mais que a maioria dos afetados. Por mais de 48 horas fiquei sem acesso à rede. O curioso é que a conexão nunca indicou que não havia internet. Truque da empresa? Erro do computador? Sinceramente, não sei.
Por sorte, a internet aqui voltou. Por hoje, claro, amanhã nunca se sabe.
Que esses problemas sejam resolvidos logo e que eu não tenha mais que reclamar de nada e que, enfim, consiga recuperar o tempo perdido.
“E sendo nuvem passageira
Não me leva nem à beira
Disso tudo
Que eu quero chegar
-E fim de papo!”
E fim de papo.
Por Rafael Araújo
O que era bom não existe mais.
No último domingo quem visitou a comunidade “Discografias“, do Orkut, se espantou com o triste aviso que a comunidade não funcionará mais. O espaço que serviu para downloads de discos completos em Mp-3 durante 4 anos está fechada devido às ameaças constantes da APCM (Anti-pirataria Cinema e Música) e outros órgãos que defendem os direitos autorais dos artistas.
A comunidade tinha (e ainda tem) 900 mil membros que a usavam como instrumento de busca para downloads de discos de estúdio e raridades dos artistas. Como a comunidade não tinha o conteúdo fechado para não-membros, mais pessoas certamente baixavam músicas através da comunidade. Estimando, 1 milhão de pessoas, no mínimo, saíram prejudicadas com o fechamento da comunidade.
Segundo os próprios moderadores, a comunidade nunca teve fins lucrativos. Esta servia apenas para divulgação de cultura. Órgãos de defesa alegam que esse tipo de exposição gratuita das obras é pirataria.
A APCM é um órgão que representa legalmente as maiores gravadoras do mundo fonográfico. Uma comunidade tão popular como a “Discografias” era, na visão das gravadoras, um incentivo muito grande à pirataria.
Não consigo ver dessa forma. Acho que a comunidade só serviu para divulgação de todos os artistas que lá tiveram os seus trabalhos disponíveis para download. O mundo de hoje substituiu os discos pelo MP-3, lojas de discos se tornam cada vez mais escassas no comércio, é verdade. Mas assim funciona o mundo, as novas tecnologias surgem a cada ano, é bobagem ir contra sendo que se pode andar lado a lado.
Uso o meu próprio exemplo. Sem downloads de discos não conheceria metade das músicas que ouço, não acompanharia metade dos artistas que gosto. Por meio de download de músicas que comecei a apreciar mais vários artistas, e por já conhecer e gostar dos discos que fui comprar os discos que hoje ilustram a minha instante. Baixo músicas pra conhecer, se gosto acabo comprando o disco físico. Acredito que muitos façam o mesmo.
Agora não sei mais onde baixar discos, minha enorme lista fica pendente até eu me encontrar em meio ao Google. Provavelmente apareça até lá um lugar tão popular e rico de opções quanto a falecida “Discografias”. Em um mundo que não existe identidade como a internet, as leis só existem enquanto a página carrega.
Link da comunidade/ Link das notícias relacionadas ao fechamento da “Discografias”
Por Rafael Araújo
