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E quando todos achavam que este grande gênio da TV brasileira havia desaparecido, ele retorna, e aparentemente, retorna com toda a força e genialidade de sempre.

Grande Sérgio Mallandro, espero eu que ele faça sucesso (e sei que vai fazer) e se mantenha firme.

Vídeo curto, mas brilhante:

http://www.youtube.com/watch?v=XjKcdILOHrg

E fazendo uma rápida complementação, dêem uma olhada:

Será que eu vou assistir? Será?!

por R.

 20081210184137_6029_medium2A edição de dezembro da revista Rolling Stone reuniu 16 personalidades do mundo humorístico brasileiro na matéria de capa “Tá rindo do quê?”. De Chico Anysio até Danilo Gentili, a matéria trouxe entrevistas com os rostos mais conhecidos do humor, mostrando a nova tendência do ramo: a cara-de-pau e as piadas escrachadas que tomaram conta do humor da tv.

Mesmo a revista sendo do mês passado, acho que ela merece uma atenção especial devido a essa reportagem. Uma “vantagem” da Rolling Stone é que ela demora pra sair das bancas, é possível encontrar edições bem antigas ainda na banca. Quem tiver sorte, poderá encontrar a edição 27 e se divertir com a vida dos humoristas do Brasil.

20081211162553_6084_largeA revista também mostrou outros lados do humor. Quem nunca ouviu aquele ditado de que todo palhaço é triste? Nesta edição, há uma entrevista com Renato Aragão, chamada ” O Palhaço Triste”. Um trecho da mesma:

“Extremamente gentil e educado, o senhor à minha frente tem o corpo ainda forte, o aperto de mão firme, mas o andar tímido e os olhos tristes. A voz que me leva em uma viagem pelas terras felizes, ou não, da infância e da adolescência, conta que na cena da ressurreição do Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, quebrou o joelho “na primeira cambalhota”, e fica verdadeiramente embargada e assume tons mais baixos quando fala da saudade que sente de Os Trapalhões. Apontando para a farta mesa de frios, salgados, pães e acepipes, posta ao lado da enorme piscina, oferece: “Antes de começar a entrevista, come aí um engasga-gato para deixar o bucho feliz”. Difícil me conter e não confessar o inconfessável: “Sou seu fã, Didi”. “Ô meu querido, que bom. Você me deixa muito feliz, mas eu sou o Renato”, e sorri um dos únicos sorrisos que se formariam em seu cansado rosto naquelas horas em que falamos.”

Esses dias tive o prazer de assistir um dos dvds da coleção dos Trapalhões. Ocupei a minha tarde toda vendo os quatro trapalhões, me divertindo, rindo do começo ao fim. O talento de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias juntos é algo que não se resume apenas a humor, ou sincronia. Às vezes as piadas não eram tão boas, ou os roteiros eram manjados, mas mesmo assim, a risada do Zacarias, os gritos do Mussum e a feição do próprio Didi Mocó faziam qualquer cena ser impagável.

Em contra-partida, assistir A Turma do Didi é cada vez mais triste. Não pelo Renato Aragão estar triste(tanto que no decorrer da reportagem ele se mostra muito bem resolvido, mesmo com uma imensa saudade dos bons tempos dos Trapalhões). Mas por um talento como Renato Aragão se mostrar praticamente aposentado em frente às câmeras, sem a mesma graça e feição de antes.

20081215173843_6243_mediumOutra reportagem muito interessante é a “Coração Selvagem”, sobre a estrela do Hermes e Renato, Gil Brother. A reportagem desvenda muitos mitos sobre ele, como a história de que ele era mendigo antes de ser encontrado pela MTV, que é mentira, como pode-se ver nesse trecho:

“Quando finalmente encontro o Brother em sua modestíssima casa (três cômodos, nenhum móvel intacto), ele explica: “Porra! Poucos me conhecem aqui porque negozinho tem que pagar duzentos conto pra ter MTV. Aqui é tudo assalariado, mas se você pergunta do Gil Brother pros bacanas, eles sabem tudo”. E o que há pra saber sobre o Brother? Ele foi descoberto pelos caras do Hermes e Renato lavando carros e imitando James Brown – é egresso do movimento Black Rio nos anos 70, um excelente dançarino – e aproveitado no esquete Mataram Meu Passarinho, onde lançou o bordão “Away!” que lhe valeu o segundo nome artístico: Away (escreve “Auê” nos autógrafos) de Petrópolis. O ano disso tudo, 2003.”

Gil Brother merecia uma reportagem como essa há tempos. Como ele mesmo diz, ele é um sucesso:

“Porra, não posso andar a pé em São Paulo, morou? É igual ao Michael [Jackson, presumido], uma correria do caralho, dou autógrafo, tiro foto. O personagem está bombando!”

A continuação dessas entrevistas e outras mais com Marcelo Tas, Sabrina Sato, Marcelo Adnet e muitos outros, você encontra na edição 27 da revista Rolling Stone Brasil, se tiver sorte, nas bancas.

Por Rafael Araújo

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