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Barão Vermelho melhor que Rolling Stones. É isso mesmo.

Em entrevista concedida à Folha Online, Frejat disse que, sobre o palco, o Barão Vermelho sempre foi superior aos Rolling Stones.

-Quanto à criação, os Stones são irrepreensíveis, mas, ao vivo, nem sempre. Isso ficou claro quando a gente abriu para eles [em 1995]. Eu acho que ao vivo fomos sempre mais eficientes musicalmente. Tem noites em que eles são muito bons e noites em que não são. Eles não tem essa preocupação de estar ensaiados. Já o Barão, quando subia ao palco de forma regular, já era acima da média. Quando nosso show era mais-ou-menos, ele era muito bom- disse Frejat.

Mesmo considerando o seu Barão Vermelho melhor, Frejat não desmereceu os Stones.

-Isso não significa que os Stones não sejam uma das maiores bandas do mundo. Essa displicência faz até parte do charme- afirmou o cantor.

Além dessa declaração, Frejat falou que não se vê no Barão Vermelho pelos próximos 3 anos e ainda criticou bandas emo:

-Quando entra essa coisa meio punk romântico ou esse heavy metal que começa levinho e termina pesado, eu acho meio clichê, passo longe. Para mim é quase o oposto do que significa rock n’ roll. 

20_mvg_cult_frejat1Conhecendo muito bem as entrevistas dadas pelo Frejat, posso dizer que é um dos cantores mais bem resolvidos intelectualmente que já vi. Sempre com posturas inteligentes e ponderado até nas mais polêmicas declarações, Frejat passa muita credibilidade no que fala.

Sobre os emos, eu concordo plenamente com o que foi dito por ele.

Me sinto desconfortável pra falar se o Barão Vermelho é realmente é melhor que os Stones. O único show que eu vi da banda de Mick Jagger e Keith Richards foi o do Rio de Janeiro, que confesso que não gostei na época. Quanto aos shows do Barão, tanto o dvd Balada Mtv quanto o último Ao vivo são excepcionais.

Quem conhece as duas bandas ao vivo, que opine.

Entrevista completa de Frejat concedida à Folha Online

Por Rafael Araújo

frejat_capa2Como de costume, visitei hoje a Folha Online e me deparei com uma ótima entrevista do cantor Frejat (post sobre a entrevista), o vocalista do Barão Vermelho, que hoje se encontra divulgando o seu trabalho solo Intimidade entre Estranhos. O cantor fará shows de divulgação nos dias 6, 7 e 8 no Sesc Vila Mariana, em São Paulo.

Sobre o seu novo disco lançado no ano passado, o álbum chama a atenção pelas parcerias nas composições. Paulo Ricardo, Zé Ramalho, Leoni e Zeca Baleiro são alguns dos nomes que ajudaram Frejat a compor esse seu terceiro disco solo.

O álbum é bem agradável. Começa com “Controle Remoto”, música pop com uma letra bem interessante, com uma única “falha”, a frase “passar o photoshop na realidade”, provavelmente a marca sem nexo que Paulo Ricardo queria ter dado à música. “Nada Além” e “Tua Laçada” dão um ar mais calmo e sofisticado ao disco, fazendo Frejat parecer um grande cantor veterano de MPB. “Não quero brigar mais não” exagera dos clichês do amor. Com algumas partes felizes na letra, mas também com outras constrangedoras como “somos Bambam e Pedrita” a música não foi bem recebida por todos no início. Pela melodia envolvente, a música virou single e acabou agradando a maioria no final das contas. Não a levando tão a sério, a música é bem divertida.

A faixa-título “Intimidade entre Estranhos” merece grande destaque. É claramente a melhor letra, fruto de mais uma feliz parceria entre Leoni e Frejat. Frejat operou as cordas vocais há pouco tempo e prometeu uma maior extensão vocal nos seus próximos trabalhos. Essa extensão pode ser vista claramente na música. Teve quem adorou (eu sou exemplo disso) e teve quem disse que o Frejat estragou a música ao tentar cantar como não sabe.

“O céu não acaba” é mais uma música que segue o bom clima calmo com a diferença de ter um solo no andamento, fato raro no disco. “Dois lados” é a música mais comercial, mas que até agora não me agradou. Ela me parece mal terminada, eu gosto do começo mas tenho a impressão que o refrão foi colado de outra música.

“Eu só queria entender” é a música reflexiva do álbum, bem lenta e com um bombardeio de críticas em direção ao homem. Dependendo do ambiente de quem ouve, ela pode te fazer entrar em um momento de reflexão ou até mesmo fazer com que você entre em um sono profundo. A declaração de amor “Fragmento”  faz com que o disco recupere o ambiente romântico. Tem momentos bonitos, mas não acorda quem pegou no sono. 

Quem acorda é “Farol”, a minha favorita. Letra impecável, música agitada e com um refrão marcante “Não sei se sou seu farol ou se você é quem me guia”. A obra de arte desse trabalho.

O disco é fechado com a demasiadamente alegre “Tudo de bom“. A curiosidade da música fica pelo solo feito pelo filho de Frejat. Essa música deve figurar nas pistas de dança com remix em breve.

Quem é fã mesmo da carreira solo de Frejat, certamente estava esperando mais do álbum. É bom, tem músicas muito bem feitas, mas ainda fica muito atrás do “Amor pra recomeçar”, primeiro trabalho solo do Frejat, um dos melhores discos que já ouvi. Desconsiderando comparações e os momentos sonolentos, “Intimidade entre estranhos” é digno da carreira do cantor. “Farol” e “Intimidade entre estranhos” são demonstrações claras que o poeta ainda está vivo dentro da nova roupagem pop do trabalho de Frejat.

Ouça o disco na íntegra pelo Myspace.com!

Por Rafael Araújo

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