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Ontem, o Principado de Mônaco foi sede do sorteio de grupos mais aguardado do ano. 32 clubes, em oito chaves, dão início à luta pelo título do torneio de clubes mais qualificado de todo o mundo.
Sem nenhum grupo da morte, o sorteio marcou o reencontro de Kaká com o Milan e o duelo entre Ibrahimovic e Eto’o, que substituíram um ao outro, respectivamente, no Barcelona e na Inter de Milão.
Grupo A: Bayern de Munique, Juventus, Bordeaux e Maccabi Haifa.
O acaso fez um grande favor a Juventus de Turim. Depois de uma temporada na segunda divisão e uma volta discreta, novamente tem a chance de se mostrar grande. Com bons reforços, tem tudo pra ser primeiro no grupo. O Bayern, mesmo com Ribery, começa o ano em reformulação, com um treinador muito duvidoso (Van Gaal) e jogadores mais incertos ainda (Mario Gomez, Olic, Plajinic). O Bourdeax, campeão francês e com Gourcouff jogando muito, deve faturar a segunda colocação.
Prováveis classificados: Juventus e Bourdeax. Copa da Uefa: Bayern.
Grupo B: Manchester United, CSKA Moscou, Besiktas, Wolfsburg.
O melhor grupo, pra mim.O Manchester continua forte e deve passar em primeiro. A briga fica pelo segundo lugar, onde o Wolfsburg desponta como favorito. Porém, o CSKA é um dos times mais enjoados da Europa, que consegue ganhar quando ninguém acredita e perder campeonatos ganhos. O Besiktas é forte na Turquia e com Nihat, ex-Vilarreal, comandando o time.
Prováveis classificados: Manchester e Wolfsburg. Copa da Uefa: CSKA.
Grupo C: Milan, Real Madrid, Olympique de Marselha, Zürich
O grupo é relativamente forte e complicado. Em nenhuma previsão é comum tirar alguma força do tamanho de Milan e Real Madrid. Por incrível que pareça, o Olympique pode conseguir essa proeza. Com Didier Deschamps no comando, Lucho Gonzales no meio e Morientes no ataque, o time francês não pode ser descartado facilmente. Do lado do Milan, a renovação não aconteceu e a pré-temporada foi frustrante, caindo todo o peso nas costas de Ronaldinho Gaúcho, um jogador já satisfeito por tudo que conseguiu. Já o Real Madrid vem forte com a nova onda de galácticos, sendo favorito óbvio ao título. O difícil será superar a síndrome recente de sempre perder nas oitavas.
Próvaveis classificados: Real Madrid e Olympique de Marselha. Copa da Uefa: Milan.
Grupo D: Chelsea, Porto, Atlético de Madrid, APOEL
Carlo Ancelotti é um senhor no torneio. Campeão duas vezes, deve ser líder deste bom grupo. Atlético de Madrid, com Forlán e Aguero no ataque, tem time pra não fazer feio na competição. O Porto, que perdeu suas maiores estrelas, os argentinos Lisandro López e Lucho González, aparece muito mais fraco. A esperança fica voltada em Hulk, o que não me anima.
Prováveis classificados: Chelsea, Atlético de Madrid. Copa da Uefa: Porto.
Grupo E: Liverpool, Lyon, Fiorentina, Debreceni
Apesar do mau começo na Premier League, o Liverpool é sempre candidato a título da Liga. O Lyon empolgou na pré-temporada, Michel Bastos e Lisando López prometem. A Fiorentina espera que Frey salve lá atrás, e que Mutu encante na frente. Gilardino continua fazendo os seus golzinhos, mas sem chegar ao ponto de me convencer.
Próvaveis classificados: Liverpool e Lyon. Copa da Uefa: Fiorentina
Grupo F: Barcelona, Internazionale, Dynamo Kiev, Rubin Kazan
Barcelona e Inter prometem fazer o melhor duelo da fase de grupos. O Rubin é líder do Russo, podendo surpreender e conseguir a vaga pra Copa da Uefa.
Prováveis classificados: Barcelona e Inter. Copa da Uefa: Rubin.
Grupo G: Sevilla, Rangers, Stuttgart, Unirea Urziceni
O grupo mais fraco da competição. O Sevilla deve ser o primeiro do grupo. O Stuttgart conta com Hleb, que renegou a Inter e o Barcelona só pra voltar pra Alemanha. Em um grupo desses, sua estrela tem consideráveis chances de brilhar como se estivesse em Barcelona ou Milão.
Prováveis classificados: Sevilla e Stuttgart. Copa da Uefa: Rangers.
Grupo H: Arsenal, AZ, Olympiacos, Standard Liège
A sorte do Arsenal em sorteios já é característica. Todo ano, não importa como o time esteja, um grupo fácil cai no colo de Arsene Wenger. Curiosamente, esse é o único título que os gunners ainda não têm. O AZ, campeão holandês, pode fazer muito bonito esta temporada. E o Olympiacos, dos brasileiros Diogo e Leonardo, ambos gratas revelações da Portuguesa, deve ir pra Copa da Uefa.
Próvaveis classificados: Arsenal e AZ. Copa da Uefa: Olympiakos.
Com palpites até arriscados demais (tirar o Milan da segunda fase), prefiro me conter quanto aos candidatos diretos ao título. A temporada sequer começou para várias equipes e elencos ainda estão sendo formados, impossibilitando qualquer análise.
O torneio começa nos dias 15 e 16 de setembro, já com o confronto entre Inter e Barcelona, no Giuseppe Meazza. O melhor já está por vir.
Por Rafael Araújo
Com a vitória de hoje, o Manchester United cumpriu a missão dada pelo seu comandante. Sir Alex Ferguson não sonhava com uma larga vantagem de diferença. Durante toda a semana, o treinador havia deixado claro que não levar gols bastava. Assim, o 1×0 dos reds contra os gunners pode ser visto uma goleada dentro dos parâmetros dos reds.
A partida começou movimentada, como já se espera naturalmente de um clássico inglês. A entrada de Tevez, no lugar do desengonçado Berbatov, surtiu efeito desde o início, fazendo com que o ataque ficasse muito mais leve. O irreconhecível (sempre horrendo) Almunia fazia milagres até que, aos 15 minutos, o improvisado e limitado O’Shea aproveitou a falha de Silvestre e abriu placar.
Até o final do primeiro tempo, Almunia ainda impressionou com boas defesas impedindo que o time vermelho ampliasse o placar. Sendo completamente passivo ao jogo do time vermelho, o Arsenal sentia muito a falta de Arshavin e Van Persie. A estrela restante, Cesc Fábregas, se mostrava irreconhecível e presa fácil para Carrick e Anderson. Isolado à frente, Adebayor esgotava toda a sua criatividade em estragar ataques. De positivo no time londrino, só os esforços dos bons coadjuvantes Nasri e Walcott.
Com exceção do gol anulado de Giggs, o segundo tempo careceu de emoção. Com um Arsenal melhor postado, o Manchester pouco subia, dando crédito à idéia de que Ferguson queria mesmo não levar gols. O Arsenal até conseguiu ter mais posse de bola, mas sem chegar a assustar Van de Sar.
Dessa forma, hoje no Old Trafford, mesmo com o sentimente de missão cumprida do Manchester, a partida não tirou a indefinição sobre o vencedor. Como vantagem além do placar, o Manchester conta com um elenco mais forte e melhor preparado pra competição.
Estranho muito o pensamento de Arsene Wenger. Há anos parece descompromissado com títulos, fazendo questão apenas de revelar novos nomes pro futebol. Só que sem a menor preocupação com troféus.
Talvez seja hora da galinha dos ovos de ouro, Arsene Wenger, receber a sua recompensa. Particularmente, creio mais que de grão em grão, Ferguson conquiste novamente a Europa.
Por Rafael Araújo
Fotos:Globoesporte.com
Foi quase do meio do campo. De repente. Surpreendente, e até assustador. O chute fez a bola morrer lá no ângulo, sem chances para Hélton ou para descrições sobre a tragetória que a bola fez. ”Golaço!” -quem não disse é porque não viu.
Nos 6 minutos antecedentes a obra-prima de Cristiano Ronaldo, não havia acontecido nada de muito interessante. Depois do gol, idem. O gol do melhor do mundo eleito pela Fifa, foi o lâmpejo de genialidade em um jogo de vontade. Apenas vontade.
Se você viu o gol, viu o jogo todo. E isso sem ser seletivo.
O time do Porto é esforçado, são verdadeiros operários como foram se auto-intitulam. Mas é muito inferior ao Manchester. E ainda tiveram o azar de perderem o melhor jogador da equipe, Lucho Gonzales, contundido aos 31 do primeiro tempo. A luta pelo empate durou até o final, mas sem assustar muito. Era só vontade, uma boa vontade que empolgava os esperançosos que lotaram o Estádio do Dragão.
O Manchester United é um time muito bem montado, que chega até a lembrar o São Paulo. Mesmo contando com elencos invejáveis, os dois se dão ao luxo de ganharem seus jogos sem um bom futebol. Não importa como, eles ganham sempre. O futebol do Manchester, mesmo com algumas tabelas e toques de calcanhar, passou longe de ser encantador esta tarde, assim como o jogo.
Cristiano Ronaldo continuará com a fama de “pipoqueiro” que o persegue, não vai ser com um gol desses que ele vai se livrar dela. Ano passado, quando ganhou o rótulo depois de perder um pênalti na decisão da Champions, achei uma tremenda injustiça com o português. Cristiano jogou muito durante o tempo regulamentar e prorrogação, e também durante toda a competição. Injustiça típica do futebol: viver do presente e esquecer do passado.
Neste ano, mesmo a fase sendo ruim na Premier League, Cristiano Ronaldo jogou muito contra Inter de Milão e, agora decidindo, Porto. Parece provas que o pênalti perdido foi um lance isolado, ou amostras do que há por vir.

Destaque da partida foi o posicionamento de Wayne Rooney. O atacante está jogando como meia pelo lado direito. Parece incompreensível, mas não é. Ferguson trocou a posição dos dois com a intenção de deixar Cristiano Ronaldo mais perto do gol. Gol, esse sim, por razões visuais, inexplicável.
Veja os gols do dia, inclusive o de Cristiano Ronaldo
Porto: Hélton, Sapunaru (Tomás Costa), Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Lucho González (Mariano González) e Raul Meireles; Lisandro López, Hulk e Cristian Rodríguez (Farias). Técnico: José Gomes (substituto).
Manchester United: Van der Sar, O’Shea, Ferdinand, Vidic e Evra; Carrick, Anderson (Scholes) e Giggs; Cristiano Ronaldo, Berbatov (Nani) e Rooney. Técnico: Sir. Alex Ferguson.
Por Rafael Araújo
Fotos: Globoesporte.com
Hoje, mais uma vez em Nyon, na Suíça, foram sorteados os próximos confrontos das Quartas-de-final da Champions League. O sorteio só veio confirmar a previsão de muitos que desde o começo do campeonato já indicavam a grande possibilidade de uma final inglesa.
Villarreal x Arsenal (ida 7/4 – volta 15/4): o Arsenal é um time de sorte. Mesmo contando com jovens promissores no elenco e apresentar sempre um futebol vistoso, o time passa longe de ser competitivo. No sorteio, pegou um dos poucos times que dá pra ganhar. Não vai ser fácil (seria se pudesse contar com Arshavin que não foi inscrito), mas aposto no time do ótimo Van Persie. Deve dar Arsenal.
Manchester United x Porto (ida 7/4 – volta 15/4): o Porto é o time teoricamente mais fraco dos oito que se classificaram. O Manchester é o mais forte. O mais fácil de comentar, passa o Manchester.
Os vencedores desses dois jogos se enfrentam nas semifinais. Se acertar o meu palpite, o confronto, Arsenal x Manchester, já garantirá um inglês na final.
Liverpool x Chelsea (ida 8/4 – volta 14/4): o jogo mais equilibrado dessa fase. Mesmo com o Liverpool aparecendo como favorito, não estranharia se o time de Guus Hidink passasse. Dá Liverpool, puro chute.
Barcelona x Bayern (ida 8/4 – volta 14/4): pode parecer que o Barcelona é o favorito, porém a realidade é outra. O Bayern não dá show, mas conta com um excelente elenco, com boas opções de elenco. E é mais competitivo. O Barcelona já amedronta pelos craques. Como a decisão é na Alemanha, considero o Bayern favorito.
Entre Bayern x Liverpool, acho que o time inglês chega à final. Caso consiga passar do Liverpool, o Chelsea também aparece como favorito no confronto. A tendência por um título inglês nesta Champions é enorme.
Joseph Blatter, presidente da Fifa, já avisou que está preocupado com a supremacia inglesa no futebol europeu. Além da Premier League, que é atualmente o melhor campeonato nacional do mundo, os times ingleses estão soberbos de talento e dinheiro, em um nível bem superior ao futebol italiano e espanhol.
Finalmente o presidente do órgão máximo do futebol acertou uma. Pelo visto ele terá mais uma razão pra ficar preocupado no dia 27 de maio, data da grande final no estádio Olímpico de Roma.
Já que não tem mais Real Madrid, que vença o melhor.
Por Rafael Araújo
Um jogo que honrou o nome dos dois times. Jogando no Old Trafford, os diabos vermelhos venceram a Inter de Milão por 2×0, com gols de Vidic e Cristiano Ronaldo, ambos de cabeça. O técnico José Mourinho que só havia perdido para o Manchester uma vez em sua carreira, teve que se render ao futebol dos Reds, chegando a dizer nessa sexta, que neste ano, o time inglês ganhará todos os títulos que disputará.
O Manchester começou o jogo disposto a não dar chances pro time italiano. Foram necessários apenas 3 minutos para o gol de cabeça de Vidic.
Com uma Inter atordoada, o Manchester continuou com maior posse de bola depois do gol, mas sem assustar tanto Julio César. Cristiano Ronaldo não aparecia tanto quanto no jogo de Milão, muito bem marcado por Javier Zanetti. Mourinho com medo de mais um show do português, resolveu inverter seus meias que jogam pelas pontas: Stankovic foi jogar na direita e Zanetti veio ajudar Santon na missão de parar Cristiano Ronaldo na esquerda. Deu certo no primeiro tempo, tanto que saíram poucas jogadas pelo lado do melhor jogador do mundo.
Aos poucos, a Inter começou a dominar o jogo. Ibrahimovic, a maior estrela da Inter, assustou Van der Sar com uma cabeçada na trave e com um chute rasteiro que passou rente à trave. Mesmo assim, o atacante sueco sofreu por jogar ao lado de Balotelli, que insistia em não ajudar a equipe. Stankovic também quase fez chutando de longe, parando em ótima defesa de Van der Sar.
Depois do intervalo, o Manchester novamente tratou de desanimar os italianos. Com gol de Cristiano Ronaldo, novamente de cabeça, o Manchester obrigou o time de José Mourinho a partir pro desespero.
Mourinho que já havia mudado a sua equipe com a entrada de Muntari no lugar de Vieira, resolveu colocar Adriano pra ajudar Ibrahimovic. Em sua primeira jogada, o brasileiro acertou um meio voleio fazendo a bola bater caprichosamente a trave de Van der Sar, colocando fogo no jogo e provando que não pode ser reserva de Balotelli.
A Inter mesmo bem postada, penava pra criar jogadas de perigo. Os ótimos Ibrahimovic e Adriano nada podiam fazer já que a bola não chegava. Os lados não funcionavam, Maicon estava em uma noite de muita vontade e pouca inspiração (novidade?), assim como Balotelli. Do outro lado, Muntari nada fazia. Nem Figo, claramente já se despedindo do futebol, conseguiu criar alguma coisa quando entrou no lugar de Balotelli.
Enquanto isso, o Manchester tocava muito bem a bola, apostando em chutes de fora da área pra aumentar o placar. Julio César, em noite inspirada, evitou por algumas vezes o pior. O Manchester continuou tocando a bola até o apito final do árbitro, consagrando-se mais uma vez sem levar gols.
O Manchester prossegue no melhor torneio do mundo com toda a pose de favorito possível. Além de ser o atual campeão do torneio, o time joga bonito e, principalmente, não leva gols.
Na Inter, Mourinho já tem o título do Calcio garantido na Itália, mas ainda continua insatisfeito por não dar o seu padrão ofensivo ao time da Inter. A Inter continua sendo um time que joga atrás, à espera do erro do adversário, bem diferente dos times que José Mourinho costuma montar. Mourinho sonha pra sua Inter o que é o Manchester hoje. Caso seu sonho não seja possível, o treinador português já declarou que é candidato a ser o substituto de Alex Ferguson quando o mesmo se aposentar. O Manchester está tão bem que o melhor treinador do mundo já percebeu que o único jeito de não perder mais é se juntando a eles.
MANCHESTER UNITED: Van der Sar, O’Shea, Ferdinand, Vidic e Evra; Carrick, Scholes (Anderson), Cristiano Ronaldo e Giggs; Rooney (Park) e Berbatov. Técnico: Alex Ferguson.
INTER DE MILÃO: Julio César, Maicon, Córdoba, Samuel e Santon; Cambiasso, Zanetti, Vieira (Muntari) e Stankovic (Adriano); Balotelli (Figo) e Ibrahimovic. Técnico: José Mourinho.
Por Rafael Araújo
Fotos: Globoesporte.com
Eu já tinha dito ano passado, não ia dar. Bastou o primeiro tempo pra perceber que os 90 minutos no Anfield Road só vão confirmar o meu triste presságio. Mais uma vez o sonho do Real acaba nas oitavas.
O problema do Real Madrid sempre é o técnico. Juande Ramos é mais um treinador caseiro que goleia times do nível do Bétis e perde pra qualquer um que o encontre nas Oitavas da Champions. Sintomas idênticos aos de Schuster.
Ontem, Juande inventou de colocar quatro atacantes: Robben e Marcelo pelas pontas, Raúl e Higuaín na área. A intenção era pressionar durante todo o primeiro tempo usando as pontas. O Real teve mais posse de bola, mas sem assustar Pepe Reina. Ao contrário do time merengue, o Liverpool assustava a cada ataque. No lance mais bonito, Xabi Alonso viu Casillas adiantado e chutou do meio do campo. Casillas conseguiu voltar a tempo ao gol, para a tristeza dos torcedores ingleses e do bom espetáculo.
Na volta do intervalo, Juande Ramos leu bem o problema da equipe, mas trocou errado. Faltava armação, sobravam atacantes. Tirou Marcelo, que estava completamente perdido improvisado no setor e colocou Guti (que sempre foi volante, não meia) pra armar. Isso com Van der Vaart no banco, pra minha irritação em casa. Resultado da substituição: o Real começou a perder todas as bolas no meio do campo, só assustando com jogadas esporádicas de Robben (um dos poucos lúcidos).
Nem sempre o melhor goleiro do mundo consegue evitar a derrota. Em uma falta infantilmente cometida por Heinze, Fábio Aurélio encontrou Benayoun livre na área que cabeceou firme pra dentro da rede. Nada Casillas pôde fazer.
Van der Vaart sequer entrou e o Real foi pro desespero do mesmo jeito que começou, sem a mínima criatividade. Com os holandeses Sneijder e Van der Vaart no elenco, Juande Ramos prefere abdicar de meias e jogar apenas com defesa e ataque. Eficaz contra times pífios da Espanha, moderno demais em jogos que realmente importam.
Pouco importa, a verdade é que a temporada acabou ontem. Em compensação, a minha campanha por Scolari em Madrid só está começando.
Por Rafael Araújo
Fotos: Uefa.com

Manchester e Barcelona fizeram ontem uma final digna do melhor torneio de clubes do mundo. A melhor defesa contra o melhor ataque. As duas equipes mais regulares nessa temporada proporcionaram um espetáculo que começou muito antes do início da partida, com a entrada de Andrea Bocelli, e só foi terminar com a consagração da entrega da taça.
Aos 9 minutos, o Barcelona abriu o placar em bela jogada individual de Eto’o, onde driblou o melhor zagueiro do mundo (Vidic) e tocou na saída do goleiro. Van der Sar, que sempre teve dificuldades com bolas rasteiras, nada pôde fazer.
Desde então, o Manchester não causou mais nenhum perigo. Os reds sentiam uma falta enorme de um articulador. Até que Xavi, aos 24 minutos, achou Messi livre na área. Gol do melhor do mundo com passe do melhor em campo. 2×0 para o Barcelona.
Muita gente se pergunta por qual razão gosta de futebol. O verdadeiro motivo é certamente não haver motivo. Não há razões sem lógica, algum gênio já deve ter dito isso. Se não disse, ignore. O jogo de ontem serve pra explicar melhor.
A ausência de Henry atrapalhava muito o Barcelona. O seu substituto, Keita, só servia pra embolar as jogadas do Barcelona pelo meio. Iniesta até tentava fazer o papel de Henry no ataque pela esquerda, mas como tinha que voltar pra recompor o meio de campo, não resolvia muito. Messi pouco aparecia durante o jogo, o que dificultava ainda mais a situação da equipe de Guardiola.
Não importa a atuação do dia, nunca é bom subestimar o melhor ataque do mundo. Eto’o não apareceu no jogo, Messi não brilhou como de costume. Henry fez falta. Mas mesmo assim, Iniesta, o melhor em campo, fez ao 48 o que ninguém tinha feito até então. Prêmio merecido a um dos jogadores mais regulares do elenco.
Restam agora só 4 candidatos ao título de melhor time da Europa. E como já previsto antes, os ingleses já garantiram pelo menos uma vaga na final. Arsenal, Manchester e Chelsea contam com a companhia do time que voltou a apresentar o melhor futebol do mundo, o brilhante Barcelona. Pra resumir o evento: chegaram até aqui o que existe de melhor no futebol hoje, o futebol inglês e os craques do Barcelona.
Hoje, no Camp Nou, o Barcelona tenta repetir o sucesso dos seus jogos em casa das fases anteriores. Somados, foram 8 gols contra Bayern e Lyon, nos dois jogos na Espanha. Levar uma boa vantagem para o Stanford Bridge é a meta do time do Barcelona. Bem superior a Lyon e Bayern, o Chelsea deve oferecer dificuldades bem maiores ao time catalão. Seu técnico, Guus Hidink, já provou por milhares de vezes que entende de jogos eliminatórios. Além disso, vários jogadores que antes insistiam em atrapalhar na época de Felipão, exemplo de Drogba e Lampard, hoje voltaram a ser essenciais ao time inglês.
Na outra semifinal, Arsenal e Manchester fazem o clássico inglês. Clássico que sempre prevaleceu o equilíbrio na sua história recente. O time competitivo do Manchester é apontado como franco favorito para a final. Apesar de apostar também nos reds, não acho que vai ser tão fácil. Além de ser clássico, o Arsenal conta com um bom time agora, graças a volta de Fábregas. Que diferença faz o espanhol! E que diferença no jogo causaria Arshavin caso pudesse jogar no torneio. Se Arshavin jogasse, eu apostaria no Arsenal. Mas como não é o caso, aposto no time da melhor zaga do mundo, o Manchester United.
Eu estive pensando, coitado do Lell.
Teve quem disse que o grande duelo da tarde seria Messi X Ribéry. O último quase não apareceu, devido, na minha visão, uma escalação errada do treinador. Você colocaria o seu melhor criador de jogadas aberto pra puxar contra-ataque? Eu não.