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1-Aproveitar o máximo as dificuldades dos adversários. 2-superar as suas próprias limitações na hora do aperto. Com isso e com qualquer outro benefício que se possa ter durante a jornada - até mesmo com a arbitragem, assunto da moda – qualquer equipe pode ser considerada concorrente ao título em torneio eliminatório. De um poderoso Manchester United a um inexpressivo Once Caldas, o mata-mata é democrático.

De uma forma bem superficial, as metas do início do texto são as selecionadoras da disputa do título. Hoje, no Camp Nou, o Internazionale encarou uma grande chance de se auto-afirmar. Falhou.

De acordo com a primeira meta, a Inter tinha uma tarde perfeita. Sem Messi e Ibrahimovic e entrando em maré baixa, nunca o Barcelona esteve tão mal. Com uma vitória, a Inter praticamente garantiria a primeira colocação e ainda colocaria um favorito ao título em situação incômoda. Curiosamente, ao invés de afundar, o time de José Mourinho acabou dando uma bela mão ao adversário.

O Barcelona entrou em campo com um esquema que não é habituado jogar. De início, era um 4-4-2. O grande problema é que José Mourinho não soube aproveitar a sua grande chance do ano. Encarou o Barcelona como se fosse completo e cometeu o seu maior erro: escalou Chivu na lateral-esquerda e Thiago Motta como volante também por aquele lado. Dois jogadores completamente defensivos pelo lado em que geralmente Messi joga. Só que Messi não entrou em campo e ninguém do Barcelona estava previsto para jogar por lá.

Como Chivu e Motta não subiam, não haviam motivos para que Daniel Alves esperasse a dupla. Se mandou para o ataque. Quando se deu por si era o atacante pelo lado, infernizando o lado esquerdo italiano como se fosse Messi.

Assim, o Barcelona voltou a jogar no seu 4-3-3 habitual. Henry e Pedro se revezavam entre ponta-esquerda e área, atrapalhando a zaga de Mourinho. Xavi e Iniesta, os dois em partida espetacular, desequilibraram todo o primeiro tempo com os seus toques curtos e invertidas de bola. Com esses espanhóis em grande dia, o Barcelona sempre consegue exibir o melhor futebol do mundo brincando. 

O primeiro tempo terminou em 2×0 para o Barcelona, mas bem que poderia ser mais. Massacre era uma palavra que casava bem com o jogo. O segundo tempo veio, o ritmo do Barça diminuiu e a postura do Internazionale continuou apática, sem a menor reação.

Só que não foi apenas o lado esquerdo que estragou a partida do time. A ausência de Sneijder entra no mérito da segunda meta do início do texto. Faltava criação no meio de campo e Stankovic não rende como meia avançado. Não há nenhum reserva na posição de Sneijder no elenco, o que ameniza a culpa de Mourinho.

O problema maior é o desenho do time. O meio de campo em linha ainda é o mesmo de Roberto Mancini (tecla que eu já estou cansado de repetir). Mourinho sempre jogou de forma diferente, não entendo a razão para continuar assim. No ataque, nem Eto’o nem Milito conseguem entrar em grande fase, já que disputam entre si cada bola que recebem. Quaresma merecia uma chance, apesar de ter desperdiçado todas as inúmeras que recebeu.

Eu realmente achava o Mourinho o maior treinador do mundo. Ele tinha um estilo de jogo inconfundível, uma estrela enorme em jogos decisivos, uma vibração contagiante. Pra mim, o maior salário do mundo entre técnicos não é nenhum absurdo, já que o campeão da Champions pelo Porto sempre deu resultados, além de fazer escola no meu jeito de ver futebol.

Só que o Mourinho de hoje, não é o mesmo José que eu admirava (ainda).

Por Rafael Araújo

0,,21955075-EX,00Quem esperava o confronto da rodada deve ter se envolvido pelo sono depois do almoço. Inter e Barcelona, potenciais favoritos ao título da Liga, fizeram um jogo tão morno, que até Mauro Beting soltou em meio a transmissão da Band que todos os jogos da rodada tinham algo interessante acontecendo, menos no Giuseppe Meazza.

- Não é fácil jogar contra nove jogadores dentro da área – comentou Guardiola, técnico do Barcelona, após a partida. Deixando de lado a provocação do comandante do time espanhol, ele tem certa razão. No primeiro tempo, as maiores chances foram do time espanhol, que sofria muito para entrar na área do time italiano.

A grande fase de Julio César e a boa defesa da Inter eram as únicas armas do time italiano. Tirando um lance isolado de Milito, a Inter esperava o Barcelona. Messi e Henry faziam de tudo pra municiar Ibrahimovic durante todo o primeiro tempo, mas o sueco nada conseguiu fazer contra seus ex-companheiros.

Se no segundo tempo o Inter de Milão voltou melhor, não posso relatar melhoras no jogo. As duas equipes bem que tentaram, mas nada de muito interessante aconteceu.

Uma estranha satisfação com o resultado. Isto desde cedo, do começo do segundo tempo.

0,,21955009-EX,00Dificilmente o primeiro lugar do grupo não será do Barcelona. Uma boa atuação pode ter ficado pra outrora, porém, ninguém duvida do poderio do melhor time da Europa. O resultado acabou saindo de bom tamanho, visto que o Barcelona tem todo o favoritismo para a partida de volta no Camp Nou.

O Inter deve se contentar com o segundo lugar do grupo e com o provável pentacampeonato italiano. O elenco é forte para o Calcio, mas o jejum da Champions League deve perdurar um pouco mais.

Mourinho ainda não conseguiu implantar um ritmo dinâmico em seu time. Os italianos jogam de forma pragmática, saem de forma lenta e insistem em cruzamentos. Ano passado a expectativa era até melhor, quando Ibrahimovic fazia chover, periodicamente. Mesmo assim, nada aconteceu.

Eto’o é artilheiro, mas não tem o dom do sueco. Precisa de alguém pra auxiliar ao lado. Milito joga na mesma função que o camarônes, Balotelli não me engana. Sneijder precisa honrar os euros gastos no meio. Algo de diferente precisa ser feito para que as colheitas não fiquem somente restritas à terra natal.

Por Rafael Araújo

0,,20898041-EXH,00Manchester e Barcelona fizeram ontem uma final digna do melhor torneio de clubes do mundo. A melhor defesa contra o melhor ataque. As duas equipes mais regulares nessa temporada proporcionaram um espetáculo que começou muito antes do início da partida, com a entrada de Andrea Bocelli, e só foi terminar com a consagração da entrega da taça.

O Estádio Olímpico da Roma luzia. As luzes se voltavam para o duelo paralelo da partida, aos dois jogadores mais talentosos da atualidade: Cristiano Ronaldo e Messi. Quem vencesse certamente saíria do jogo com uma mão no prêmio de melhor do mundo.

Cristiano Ronaldo parecia obsecado em acabar com a sua fama de pipoqueiro. Logo no primeiro minuto, o português assustou o fraco goleiro Valdés em cobrança de falta. O Manchester, aproveitando um certo nervosismo inicial do time espanhol, seguiu pressionando sob o comando de Cristiano Ronaldo. Aos 7 minutos, quase o português abre o placar em um chute rasteiro de fora da área. Parecia o fim do mito sobre o atual melhor do mundo. Parecia.

0,,20896112-EXH,00Aos 9 minutos, o Barcelona abriu o placar em bela jogada individual de Eto’o, onde driblou o melhor zagueiro do mundo (Vidic) e tocou na saída do goleiro. Van der Sar, que sempre teve dificuldades com bolas rasteiras, nada pôde fazer.

Depois de inaugurado o placar, outro jogo começou. A partir daí, o Manchester perdeu completamente o controle da partida. Anderson se atrapalhava com a bola, não conseguia organizar as jogadas de meio. Pelas pontas, enquanto Park recebia todas as bolas de costas, acabando com o seu estilo de jogar de correria, Giggs pouco aparecia. Diante disso, o Barcelona passou a dominar o jogo justamente pelo meio. Com Xavi e Iniesta ditando o ritmo de jogo, o Barcelona dominou todo o restante da primeira etapa, com uma atuação que mesmo não tendo criado tantas chances de gol, foi digna de aplausos pela torcida presente no estádio.

Na volta do intervalo, Sir. Alex Ferguson trocou Anderson, o pior em campo até o momento, por Tévez. Talvez o erro brutal da partida. O Barcelona é uma equipe que joga e deixa jogar, um exemplo disso aconteceu nos poucos minutos que o Manchester teve a posse de bola, onde surgiram algumas chances no começo da partida. O grande mérito do time do Barcelona é saber manter a bola nos pés dos seus geniais jogadores, começando por Iniesta e Xavi. Até o momento, Anderson sempre cedia a bola aos dois jogadores espanhóis, matando qualquer possibilidade de jogo inglesa. Scholes poderia ter arrumado aquele setor no lugar de Anderson, mas Ferguson escolheu Carlitos.

0,,20897487-EXH,00Desde então, o Manchester não causou mais nenhum perigo. Os reds sentiam uma falta enorme de um articulador. Até que Xavi, aos 24 minutos, achou Messi livre na área. Gol do melhor do mundo com passe do melhor em campo. 2×0 para o Barcelona.

O Barcelona parou por aí. Se fosse outro jogo qualquer, esse excesso de respeito não existiria. O Barcelona poderia ter goleado, mas sobrou cautela. Sobrou respeito ao grande time inglês.

O Manchester ameaçou alguma reação, mas faltava a bola. Rooney esteve muito mal durante a partida, marcou mais do que atacou. A zaga reserva do Barcelona não foi sequer testada. Cristiano Ronaldo, podem chamar de pipoqueiro e o que for, mas ontem ele não teve culpa. Não foi displicente, procurou jogo quando tinha a bola. Mas sozinho ele nada poderia fazer, afinal, acho que até ele sabe que não é um gênio do futebol como noticiam. É craque, decide jogos, mas tem muito o que aprender no futebol e em questão de comportamento.

Messi é o jogador mais talentoso do mundo. Ontem, não brilhou tanto quanto costuma brilhar. Mas fez o seu gol. Craque precisa ter estrela, assim como necessita de um bom técnico e de bons companheiros (fator que ele tem de sobra).

Não se esqueçam de Xavi e Iniesta na hora de enaltecer o título. Desde a última Eurocopa, os dois fazem parte do grupo de melhores jogadores do mundo. Dentro do grupo do Barcelona, certamente são os mais regulares.

No palco de chão verde, as luzes do Estádio Olímpico da Roma apontaram no final para as estrelas do Barcelona. O espetáculo foi feito por quem se prontificou a fazer. Não só ontem, mas como em toda a temporada em que o Barcelona brilhou mais que os outros.

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Para o bem do espetáculo, o bom futebol ainda dá resultado.

Por Rafael Araújo

0,,20673427-EXH,00Muita gente se pergunta por qual razão gosta de futebol. O verdadeiro motivo é certamente não haver motivo. Não há razões sem lógica, algum gênio já deve ter dito isso. Se não disse, ignore. O jogo de ontem serve pra explicar melhor.

O jogo começou com o Barcelona tomando iniciativa. Isso até aos 9 minutos, quando Essien, um dos melhores volantes do mundo, acertou um fantástico chute que acertou o travessão antes de entrar. Gol daqueles que o narrador passa um minuto berrando. Gol de Zidane. Gol que a gente costuma pular como um macaco pra expresssar como foi. Golaço.

A partir do gol, o Chelsea equilibrou o jogo. O Barcelona manteve maior posse de bola durante todo o primeiro tempo, mas sem exigir Cech. O Chelsea, por meio de bolas paradas, assustava bem mais o já assustado por natureza Valdés.

0,,20673211-EXH,00A ausência de Henry atrapalhava muito o Barcelona. O seu substituto, Keita, só servia pra embolar as jogadas do Barcelona pelo meio. Iniesta até tentava fazer o papel de Henry no ataque pela esquerda, mas como tinha que voltar pra recompor o meio de campo, não resolvia muito. Messi pouco aparecia durante o jogo, o que dificultava ainda mais a situação da equipe de Guardiola.

Pelo lado do Chelsea, o esquema funcionava. Com Essien e Ballack como volantes e Lampard e Malouda na armação, o time londrino não dava chances para que o Barcelona saísse com os toques de primeira já tradicionais. Com um meio de campo embolado, as melhores chances saíam pelo lado esquerdo, lado que Malouda aparecia sempre com perigo. No segundo tempo, não foi só uma vez que o Chelsea teve a sua chance de matar o jogo. Por preciosismo e má atuação dos seus atacantes(Drogba se esforçou pelo menos, antes de sair de campo), não saiu o gol. O Chelsea teve como única escolha se resguardar até o apito final.

0,,20673347-EX,00Não importa a atuação do dia, nunca é bom subestimar o melhor ataque do mundo. Eto’o não apareceu no jogo, Messi não brilhou como de costume. Henry fez falta. Mas mesmo assim, Iniesta, o melhor em campo, fez ao 48 o que ninguém tinha feito até então. Prêmio merecido a um dos jogadores mais regulares do elenco.

Não adianta o Chelsea reclamar da péssima arbitragem que deixou de marcar dois pênaltis para o Chelsea. A expulsão de Abidal também foi injusta. O juiz não era competente o bastante pra roubar para um lado só, não houve má intenção.

Há quem diga que o resultado foi injusto. Inegável a boa apresentação do Chelsea, enorme a sorte do Barcelona. Talvez não exista sorte, talvez você busque consigo mesmo agora explicar o que aconteceu ontem. Desista. Se você soubesse, certamente não gostaria de futebol.

Por Rafael Araújo

Fotos: Globoesporte.com

020629903-ex00Um jogo que prometia dar equilíbrio ao campeonato, acabou sendo de um time só. 6×2 em pleno Santiago Bernábeu, pra madrilista ver e aplaudir o futebol da Catalunha. Assim foi a vergonha do Real Madrid e a consagração do Barcelona.

Ao contrário do previsto, Guardiola não poupou nenhum jogador para o jogo decisivo contra o Chelsea, que acontecerá no meio de semana. Com força máxima, o Barcelona contou com atuações de gala de Xavi, Messi e Henry; o suficiente para um massacre que deixará os cacos pra sempre espalhados na mente do torcedor madrilenho.

A partida honrou a tradição. Eletrizante e sem muita (ou nenhuma) preocupação com a defesa, Barcelona e Real Madrid se revezavam na busca do gol desde o início. Higuaín fez que o sonho ganhasse força aos 14 minutos. Doce ilusão. Em apenas 30 minutos, o Barcelona fez 3 gols. Henry, Puyol e Messi mostraram antes da saída do intervalo que o show estava só começando. Ou a catástrofe.

020629992-dp00Sergio Ramos diminuiu na volta do segundo tempo, mas não teve muito tempo pra comemorar. Henry aumentou a vantagem logo em seguida. Messi e Piqué deram números finais ao dia que o sonho merengue virou pesadelo catalão.

Juande Ramos chegou com moral ao clássico. Conseguiu a confiança dos dirigentes fazendo o básico. Colocou zagueiros nas laterais (Sergio Ramos e Heinze) nas laterais, tendo visto que os times espanhóis em sua total maioria jogam pelas pontas. O time passou a levar menos gols. No ataque, inventou o esquema de quatro atacantes, que só dá resultado no campeonato espanhol devido a fragilidade das equipes. Vinha dando certo, afinal, só pela superioridade técnica o Real já ganha de um Málaga, por exemplo. 

Hoje, Juande cometeu o mesmo erro que cometera contra o Liverpool. Menosprezou o Barcelona a ponto de colocar o time aberto do jeito que só dá certo contra os medíocres. 4 atacantes, dois abertos e dois na área. Abdicou do meio de campo, jogando apenas com ataque e defesa. Teve o castigo que mereceu.

020629810-ex00Espero que o estrago feito hoje em Madrid sirva pra forçar uma reformulação que há anos o time carece. Alguém novo deve ser contratado pra varrer o salão de festas do Barcelona. Novidades serão bem-vindas. Hoje, a realidade indica que falta muito ao Real. Falta meio de campo, falta elenco e , principalmente, falta um treinador da grandeza do maior clube do mundo.

Por Rafael Araújo

Fotos: Globoesporte.com

bola-final-champions-league-2009Restam agora só 4 candidatos ao título de melhor time da Europa. E como já previsto antes, os ingleses já garantiram pelo menos uma vaga na final. Arsenal, Manchester e Chelsea contam com a companhia do time que voltou a apresentar o melhor futebol do mundo, o brilhante Barcelona. Pra resumir o evento: chegaram até aqui o que existe de melhor no futebol hoje, o futebol inglês e os craques do Barcelona.

chelsea20team1Hoje, no Camp Nou, o Barcelona tenta repetir o sucesso dos seus jogos em casa das fases anteriores. Somados, foram 8 gols contra Bayern e Lyon, nos dois jogos na Espanha. Levar uma boa vantagem para o Stanford Bridge é a meta do time do Barcelona. Bem superior a Lyon e Bayern, o Chelsea deve oferecer dificuldades bem maiores ao time catalão. Seu técnico, Guus Hidink, já provou por milhares de vezes que entende de jogos eliminatórios. Além disso, vários jogadores que antes insistiam em atrapalhar na época de Felipão, exemplo de Drogba e Lampard, hoje voltaram a ser essenciais ao time inglês.

Como sempre, fica o meu palpite aqui: Barcelona. Depois de errar feio contra o Bayern, agora sim, acredito muito no Barcelona. Guardiola conseguiu arrumar equilíbrio em um time de craques. Como já disse em outro post, o time espanhol é perfeito do meio pra frente. Ainda a favor do Barcelona, existe a síndrome de Guus Hiddink de sempre perder na semifinal. De qualquer forma, aposto em dois grandes jogos com muitos gols em ambos.

O jogo de volta entre Chelsea X Barcelona será no dia 06 de maio, no Stamford Bridge.

arsenalvmanchesterunitedpremierleague6ozxulrfyjrlNa outra semifinal, Arsenal e Manchester fazem o clássico inglês. Clássico que sempre prevaleceu o equilíbrio na sua história recente. O time competitivo do Manchester é apontado como franco favorito para a final. Apesar de apostar também nos reds, não acho que vai ser tão fácil. Além de ser clássico, o Arsenal conta com um bom time agora, graças a volta de Fábregas. Que diferença faz o espanhol! E que diferença no jogo causaria Arshavin caso pudesse jogar no torneio. Se Arshavin jogasse, eu apostaria no Arsenal. Mas como não é o caso, aposto no time da melhor zaga do mundo, o Manchester United.

Arsenal e Manchester disputam vaga na grande final amanhã, dia 28 de abril, no Old Trafford; e dia 05 de maio, no Emirates Stadium.

Começou o jogo no Camp Nou. Acabam-se as previsões, perdem valores todos os palpites, agora, no campo, acontece o que realmente importa. 

Por Rafael Araújo

020370081-exh00Eu estive pensando, coitado do Lell.

Primeiramente, por ser reserva de um dos maiores laterais do planeta, Philipp Lahm, o deixando completamente sem chances de jogo. Em segundo lugar, por ter a sua chance justo no dia de enfrentar o melhor jogador do mundo.

Assim foi Lell enfrentar Messi.

Não é certo falar que sua atuação foi de todo ruim. Ajudou indiretamente na expulsão do técnico do time catalão, Guardiola. Cometeu um penalti escandaloso em Messi, erroneamente ignorado pelo árbitro, juiz que nitidamente queria evitar uma goleada precoce do Barcelona. Até expulsou o inconformado Guardiola que reclamava na beira do campo.

Mesmo sem técnico, o Barcelona continuou o massacre em cima do Bayern. O juiz desistiu de ajudar o time alemão, o próprio Bayern desistiu de si mesmo. Klinsmann desistiu do seu time. E Lell -ah, novamente, coitado do Lell!

Messi jogou dois tempos aberto pela direita, bem pelo lado do nosso amigo protagonista. Em todos os encontros, Messi passou fácil, sempre causando algum perigo, quando não um gol de fato. Foram 4 só no primeiro tempo, poderiam ser 10, sem demasia, se o time catalão não diminuísse o ritmo no segundo tempo.

1970415Teve quem disse que o grande duelo da tarde seria Messi X Ribéry. O último quase não apareceu, devido, na minha visão, uma escalação errada do treinador. Você colocaria o seu melhor criador de jogadas aberto pra puxar contra-ataque? Eu não.

O duelo real foi Messi X Lell. Não por acaso houve o massacre.

Quem tinha dúvidas, viu ontem que o Barcelona é o time mais talentoso do mundo. Touré é um grande volante, chega a lembrar Patrick Vieira nos seus melhores dias. Xavi e Iniesta se parecem, se completam e são completamente eficientes e necessários ao esquema da equipe. Henry só não é tão genial como nos tempos de Arsenal, porque há outros ao seu lado tão geniais quanto o ofuscando. Eto’ o marca seus gols com a mesma frequência com que entra em campo.

E o time ainda têm Messi, o melhor do mundo atualmente. Além das virtudes, está em uma fase que é praticamente imparável. Pergunte ao Lell se duvidar.

Veja os gols do massacre do Barcelona

Por Rafael Araújo

Fotos: Globoesporte.com. (não consegui achar em lugar nenhum foto do Lell no jogo. Parece que não foi só Messi que não o viu em campo, os fotográfos também não).

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