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	<title>Além da Curva</title>
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		<title>50 filmes em 20 anos: Memórias</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 03:32:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Posição 38: Stardust Memories (Woody Allen, 1980) - Na cena inicial de Memórias, Sandy Bates (Woody Allen) está dentro de um trem, aparentemente incomodado por estar ali. Quando olha ao lado, um homem está chorando. Outros passageiros de olhares melancólicos estão indiferentes, como se a rotina da viagem e da tristeza fosse diária. O vagão já [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alemdacurva.wordpress.com&amp;blog=5147408&amp;post=1488&amp;subd=alemdacurva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2012/01/tumblr_lpwswgxspq1qf063ko1_r1_500.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-1489" title="tumblr_lpwswgxSpQ1qf063ko1_r1_500" src="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2012/01/tumblr_lpwswgxspq1qf063ko1_r1_500.gif?w=500&#038;h=267" alt="" width="500" height="267" /></a><strong>Posição 38: Stardust Memories (Woody Allen, 1980)</strong> - Na cena inicial de <em>Memórias</em>, Sandy Bates (Woody Allen) está dentro de um trem, aparentemente incomodado por estar ali. Quando olha ao lado, um homem está chorando. Outros passageiros de olhares melancólicos estão indiferentes, como se a rotina da viagem e da tristeza fosse diária. O vagão já está partindo. Antes de ir, o protagonista vê outro trem pela janela. Neste, uma bonita atriz de cinema acena com uma estatueta na mão, enquanto outros astros a cumprimentam. Woody quer trocar de trem, mas o homem de uniforme não reconhece o seu bilhete. Ele se desespera, mas não consegue parar o trem que corre em direção a um depósito de lixo.</p>
<p>Os passageiros chacoalham como se estivessem em um avião em turbulência. Apenas Woody age, o que dá a impressão de que a cena se trata de um devaneio.</p>
<p>O cinema permite que os diretores sonhem e todos vejam. Mas dessa vez não se trata de um sonho. A abertura de <em>Memórias</em> nada mais é do que um convite de Woody Allen para sentemos nos lugares que ainda sobram neste pesadelo.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Vagão pessoal</strong></p>
<p>Sandy Bates é o próprio Woody Allen. Nenhuma novidade, afinal, quem conhece o trabalho do diretor sabe que o baixinho sempre interpreta ele mesmo nos seus filmes. Woody, no entanto, nunca se revelou tanto quanto em <em>Memórias</em>. Em nenhuma outra obra as crises pessoais do cineasta podem ser vistas tão claramente.</p>
<p>Quando mudou o rumo da carreira e passou a escrever filmes “mais artísticos”, Allen passou a enfrentar as críticas dos norte-americanos – apreciadores das comédias, em sua maioria &#8211; e os elogios do público europeu, encantado pelo grande diretor dramático que nascera dentro do humorista que surgiu fazendo stand-up nos cabarés de Nova York.</p>
<p>O trem da estrela de cinema representa o caminho mais fácil da profissão, que Woody Allen sempre recusou. Se quisesse, poderia ter continuado a ser o comediante do início da carreira e estaria, provavelmente, tão rico quanto hoje.</p>
<p>Como mostra a cena de abertura, Woody Allen decidiu tomar o vagão diferente. Como a decisão lhe rendeu muitas noites mal dormidas, o diretor decidiu despejar todos os seus pesadelos artísticos e pessoais para a trama de Memórias.</p>
<p>Pode não parecer, mas Woody Allen está preso num trem que parte sob a sua própria direção.</p>
<p><strong>Fãs de cesariana</strong></p>
<p>Inspirado em <em>8 1/2</em>, de Federico Fellini (autor da frase: “<em>“Prefiro o cinema mentira. A mentira é sempre mais interessante que a verdade”)</em>, Memórias é um filme inventivo, distante da realidade, como o sétimo lugar no ranking das artes permite que seja. Assim como os sonhos, o cinema não tem compromisso com a verossimilhança.</p>
<p>A diferença é que aqui o pesadelo está sendo manipulado. Woody Allen tenta ilustrá-lo para que possa, ao fim do filme, entender toda a sua crise pessoal.</p>
<p>Na trama, Sandy Bates precisa encarar fãs e ex-amantes enquanto divulga o seu novo filme. Bates tem dificuldades para entender os seus relacionamentos, pois se irrita fácil. O motivo: seus admiradores o atormentam por todo lugar.</p>
<p><em>“Me dá um autógrafo?”</em></p>
<p><em>“Sim”.</em></p>
<p><em>“Sabe, eu nasci de cesariana”</em></p>
<p><em>“Aaah..”</em></p>
<p>O que deveria ser uma cena engraçada só faz rir depois do filme. O clima de Memórias é tão pesado que até os fãs retardados e as tiradas geniais de Allen ( <em>“Uma vez, um médico que era apaixonado por duas mulheres resolveu juntar o corpo de uma e o cérebro da outra numa só pra fazer a mulher perfeita. Ele acabou se apaixonou pela outra, feita com os restos”</em>) são deixados de lado pela situação.</p>
<p>Sandy Bates odeia os fãs e não quer ser engraçado. Ele só queria ser um diretor dramático amado pelas mulheres, mas não consegue ter paz.</p>
<p><strong>Sobre mim e os extraterrestres</strong></p>
<p>Agora é a hora que eu preciso explicar os motivos que me fazem venerar este filme.</p>
<p>Espanco as teclas neste texto há uma semana, mas sempre me atrapalhava quando tentava acompanhar a linha de raciocínio dos dias anteriores.  Preciso aprender a dizer tudo de uma vez, num só dia. Como faz o próprio Woody, por exemplo.</p>
<p>Crises profissionais são corriqueiras na carreira de quem escreve. Eu, por exemplo, sinto vontade de parar o texto agora, porque sinto que está ficando grande demais, pedante demais, viajante demais. Acho que só vou escrever amanhã, é melhor descansar. Isso.</p>
<p>Melhor não. Continuando.</p>
<p>Todo mundo passa pelas suas crises. E isso não é coisa de gente rica (meu pai diz isso praticamente todos os dias para as personagens de novelas) ou neurose dos alunos de cursos de humanas, esses drogados. Em toda a minha vida, nunca vi alguém superar uma de forma tão triunfal quanto Woody Allen neste filme (spoilers a seguir, mas leiam. Vocês não vão assistir ao filme mesmo).</p>
<p>Depois de tantos julgamentos e dúvidas, Sandy Bates obtém do céu as respostas para todas as suas perguntas. Mas não é de uma religião, e sim de um disco voador.</p>
<p>Todas as soluções de um drama de uma hora são dadas em alguns segundos por extraterrestres que vieram para a Terra só para bater um papo com o diretor Sandy.</p>
<p>Depois de tanto lutar contra o humor e defender a liberdade de fazer drama, Woody Allen desvenda todos os mistérios do filme com uma piada.</p>
<p>Não é uma contradição, pelo contrário. Woody Allen apenas defende a sua liberdade artística com o próprio pedido feito pelos seus detratores. E ainda tem gente que me pergunta por que o Woody Allen é genial.</p>
<p>Faz todo o sentido que essa cena resolva as complicações da trama. O humor é um sintoma de cura. Talvez seja o remédio, mas a ideia de concordar com o Patch Adams me incomoda.</p>
<p>Sabemos que realmente superamos determinada situação (que não envolva a morte) quando conseguimos rir dela.</p>
<p>Eu me identifico com o Woody Allen. Para mim, ele não me parece tão distante. Analisando toda a carreira dele, eu só consigo vê-lo como humano. Com um timing incrível para o humor, várias ideias geniais, mas um humano &#8211; ele é um velhinho que usa óculos e tem medo de morrer, quer coisa mais normal que isso?</p>
<p>Woody Allen não parece ter vocação para ficar triste por muito tempo. Talvez seja o nosso pontoem comum. Passeimal por esses dias e lembrava sempre desse filme. E também do Sérgio Mallandro, com o seu mantra: “se você está triste, não fique triste”. <em>You&#8217;ve got to get yourself together</em>, dizia o Bono. Essas coisas bobas me faziam rir.</p>
<p>Acho que eu sou exagerado demais para qualquer drama. Não levo jeito para essas coisas, mas tenho certeza que me daria bem em uma entrevista com uns marcianos num parque de diversões.</p>
<p>Em <em>Memórias</em>, Woody Allen trabalhou para convencer a si mesmo de que estava certo quanto ao drama e saiu sorrindo, ironizando toda a dúvida. Poderia ser assim sempre conosco, se não estivéssemos tão preocupados em estar certos o tempo todo. Às vezes perdemos tempo demais sofrendo, quando poderíamos estar rindo até de algo que não existe.</p>
<p><strong>Memorável</strong>: o encontro de Sandy com os alienígenas e Sandy observando Dorrie lendo uma revista (vídeo)</p>
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<p><strong>Por Rafael Monteiro</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alemdacurva.wordpress.com/1488/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alemdacurva.wordpress.com/1488/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alemdacurva.wordpress.com/1488/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alemdacurva.wordpress.com/1488/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alemdacurva.wordpress.com/1488/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alemdacurva.wordpress.com/1488/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alemdacurva.wordpress.com/1488/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alemdacurva.wordpress.com/1488/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alemdacurva.wordpress.com/1488/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alemdacurva.wordpress.com/1488/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alemdacurva.wordpress.com/1488/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alemdacurva.wordpress.com/1488/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alemdacurva.wordpress.com/1488/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alemdacurva.wordpress.com/1488/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alemdacurva.wordpress.com&amp;blog=5147408&amp;post=1488&amp;subd=alemdacurva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>50 filmes em 20 anos: Viver a vida</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 21:06:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>usuário</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/11/tumblr_lqxntsiohu1qfwbl4o1_500.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-1478" title="tumblr_lqxntsiOHU1qfwbl4o1_500" src="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/11/tumblr_lqxntsiohu1qfwbl4o1_500.gif?w=500&#038;h=320" alt="" width="500" height="320" /></a>Posição 39: Vivre sa Vie: Film en Douze Tableaux (1962, Jean-Luc Godard)</strong> &#8211; As câmeras do filme se comportam como detetives. Nana surge de costas, ao longe, às vezes até a perdemos de vista. Não temos tanta intimidade com ela. Somos tão observadores quanto os franceses que a cercam curiosos pelo preço da noite.</p>
<p>Godard nos coloca na posição de qualquer um. A tristeza de Nana (Anna Karina) está em exposição nos olhos marejados. Não há segredos. O corpo e a alma dela estão visíveis a quem possa interessar.</p>
<p>As lágrimas são realçadas pela maquiagem forte. Ela não está bem, mas quer pagar o preço. Ou melhor, deseja ao menos que a encontrem e digam quanto vale essa vida. Nem o filho pequeno ela conhece. Quem sabe o corpo não valha uma resposta.</p>
<p><em>&#8220;Acho que somos sempre responsáveis por nossas ações. Somos livres. Eu levanto a minha mão &#8211; eu sou responsável. Viro a cabeça para a direita &#8211; eu sou responsável. Estou infeliz &#8211; eu sou responsável. Eu fumo um cigarro &#8211; eu sou responsável. Eu fechei meus olhos &#8211; eu sou responsável. Eu esqueço que sou responsável, mas eu sou.&#8221;</em></p>
<p>Assim Nana nega o papel de vítima e assume toda a culpa que ainda está por vir. Ela agora é prostituta.</p>
<p><strong>A culpa é do Godard</strong></p>
<p><strong></strong>Não há ninguém melhor do que uma prostituta para falar de culpa. Em <em>Viver a Vida</em>, Godard usa o existencialismo para explicar as dores que a vida obrigatoriamente apresenta, o que ultrapassa os limites da profissão mais antiga do mundo.</p>
<p>Na visão do diretor, em uma análise grosseira, Nina paga o preço por viver. As responsabilidades descritas pela protagonista impedem a paz de espírito definitiva. A busca pela feliz ou a fuga da tristeza demanda muito tempo, praticamente a nossa vida toda.</p>
<p>Ela, curiosamente, parece se sentir melhor ao entender a mensagem. Divagar a faz entender melhor a si mesma. Perto do final do filme, Nana já não é mais a mesma (ela até encontra um par para recitar seus livros). Nós, também.</p>
<p>A experiência de quem assiste é similar a de Nana. Qualquer filme de Godard é uma enxurrada de informações visuais e filosóficas. Em Viver a Vida, a impressão que fica é de aprendizado com o cenário dos hotéis baratos de Paris.</p>
<p><em>&#8220;Eu disse que a fuga é um sonho. Afinal, tudo é belo. Você só tem a se interessar pelas coisas, ver a sua beleza. É verdade. Afinal, as coisas são apenas o que são. Um rosto é um rosto. As placas são placas. Homens são homens. E a vida &#8230; é a vida &#8220;</em></p>
<p>A essa altura, já estamos convencidos de tudo o que Nana diz. As divagações de Viver a Vida estão nas mesas dos cafés, irresistíveis.  Ao contrário de outras obras, Godard aqui não se faz de difícil.</p>
<p><strong>Dialogues Française</strong></p>
<p><em>Viver a Vida</em> é um filme simples, dividido em 12 cortes (capítulos, melhor dizendo). Não costuma ser o preferido dos fãs de Nouvelle Vague, mas faz parte da época de ouro de Godard.</p>
<p>Às vezes penso que a história de Nana só me comoveu tanto por ter sido o primeiro filme que entendi do diretor. Antes dele, não havia compreendido uma linha sequer do roteiro de Acossado &#8211; grande filme que eu revi e entendi meses depois.</p>
<p>Por outro lado, poucas vezes vi diálogos tão bons quanto os de Viver a Vida. Godard não é um roteirista de impressionar, mas sabia encaixar as falas dos personagens como ninguém (ninguém mesmo) na época da Nouvelle Vague.</p>
<p>Qualquer divagação prende a minha atenção em filmes. Provavelmente seja isso que me faça gostar tanto de cinema. Gosto de ver gente pensando em voz alta. Ajuda no processo de auto-aceitação.</p>
<p><strong>Prendam o Godard!</strong></p>
<p><strong>Spoilers a seguir</strong>: Quando Nana finalmente se descobre, a profissão de prostituta lhe cobra o preço pelo envolvimento. Homens armados a seguram pelo braço. A briga de cafetões resvala na vida da protagonista, que cai no chão.</p>
<p>Não há mais responsabilidades. O corpo de Nana enfim aceita o papel de vítima, deitado na calçada. A morte silenciou toda a culpa. O único responsável foge com a claquete. Termina o filme.</p>
<p><strong>Memorável</strong>: <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://alemdacurva.wordpress.com/2011/11/15/50-filmes-em-20-anos-viver-a-vida/"><img src="http://img.youtube.com/vi/LlBS3PmPfaI/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><strong>Por Rafael Monteiro</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alemdacurva.wordpress.com/1467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alemdacurva.wordpress.com/1467/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alemdacurva.wordpress.com/1467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alemdacurva.wordpress.com/1467/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alemdacurva.wordpress.com/1467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alemdacurva.wordpress.com/1467/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alemdacurva.wordpress.com/1467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alemdacurva.wordpress.com/1467/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alemdacurva.wordpress.com/1467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alemdacurva.wordpress.com/1467/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alemdacurva.wordpress.com/1467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alemdacurva.wordpress.com/1467/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alemdacurva.wordpress.com/1467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alemdacurva.wordpress.com/1467/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alemdacurva.wordpress.com&amp;blog=5147408&amp;post=1467&amp;subd=alemdacurva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>50 filmes em 20 anos: Tudo o que você queria saber sobre sexo</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 14:14:11 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[All about us]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo o que você queria saber sobre sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Woody Allen]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/11/tumblr_lfurlidz7s1qai089o1_400.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-1441" title="tumblr_lfurliDZ7s1qai089o1_400" src="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/11/tumblr_lfurlidz7s1qai089o1_400.gif?w=500" alt=""   /></a></div>
<div>
<p><strong>Posição 40: Everything You Always Wanted to Know About Sex (But Where Afraid to Ask) (1972, Woody Allen)</strong> - O que você vê logo acima é o que parece: Woody Allen está fugindo de um peito gigante.</p>
<p>Começar com a pior cena do filme me poupa de algumas justificativas, mas prejudica o início do texto. Vou tentar de novo.</p>
<p>Olhe a cena acima: Woody Allen está fugindo de um peito gigante. Apesar dessa imagem, estamos falando de um filme que vale a pena.</p>
<p>Acho que melhorou.</p>
<p><em>Tudo o que você queria saber sobre sexo</em> é dividido em sete contos. “Os experimentos e as pesquisas sobre sexo feitas pelos cientistas médicos são válidos?” é só uma história infeliz no meio de outras seis melhores. Juro.</p>
<p>Em “O que é sodomia?”, por exemplo, um respeitado médico é surpreendido por um paciente que está apaixonado por uma ovelha. Perplexo com a complexidade do caso, o profissional reluta, mas &#8230; Acaba se apaixonando pelo animal também.</p>
<p>Eu sei que não está ajudando. Vamos logo aos dois contos que fizeram o filme aparecer aqui.</p>
<p>“Por que algumas mulheres têm problemas com o orgasmo?” é realmente engraçado sem ser tão absurdo.</p>
<p>O conto fala de um italiano sedutor, interpretado por Woody Allen (!?!?!?), que não consegue fazer a esposa, Gina (Louise Lasser), sentir prazer durante as relações sexuais. Depois de inúmeras tentativas, o casal descobre que a mulher só atinge o orgasmo em lugares públicos.</p>
<p>Se não bastasse o ótimo enredo do conto, Woody Allen ainda demonstra qualidades como diretor que só seriam melhor observadas no futuro. A sequência de imagens que surge quando o personagem dele pede conselhos sexuais a um amigo é belíssima.</p>
<p>O outro conto, “O que acontece durante a ejaculação?”, é a minha cena favorita de todos os tempos. Entre outras coisas, ela justifica o meu texto e a minha admiração pelo baixinho hipocondríaco.</p>
<p>Como se o corpo humano fosse uma empresa, o trecho mostra como o organismo reage às emoções de um encontro amoroso.</p>
<p>O homem funciona em função do sexo, essa é a moral da história. Não precisa nem concordar. Se não fosse o peito gigante do início, você nunca teria chegado ao final do texto.</p>
<p><strong>Memorável</strong>: O que acontece durante a ejaculação? (na íntegra)</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://alemdacurva.wordpress.com/2011/11/11/50-filmes-em-20-anos-tudo-o-que-voce-queria-saber-sobre-sexo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/lFgo9J_MRng/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p><strong>Por Rafael Monteiro</strong></p>
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		<title>50 filmes em 20 anos: Bastardos Inglórios</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 03:37:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>usuário</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Posição 41: Inglourious Basterds (2009, Quentin Tarantino) - Quentin Tarantino é taxado de preconceituoso por muita gente. Se eu não me engano, os detratores chegaram até a contar quantas vezes a palavra “nigga” já apareceu em seus filmes. Não lembro o resultado, mas o número certamente deve ter dado razão suficiente a eles. Em Jackie Brown, o personagem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alemdacurva.wordpress.com&amp;blog=5147408&amp;post=1431&amp;subd=alemdacurva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/11/tumblr_ljai1o3nb01qiahrko1_r1_500.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-1432" title="tumblr_ljai1o3Nb01qiahrko1_r1_500" src="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/11/tumblr_ljai1o3nb01qiahrko1_r1_500.gif?w=500&#038;h=220" alt="" width="500" height="220" /></a>Posição 41: Inglourious Basterds (2009, Quentin Tarantino) </strong>- Quentin Tarantino é taxado de preconceituoso por muita gente. Se eu não me engano, os detratores chegaram até a contar quantas vezes a palavra “nigga” já apareceu em seus filmes. Não lembro o resultado, mas o número certamente deve ter dado razão suficiente a eles.</p>
<p>Em Jackie Brown, o personagem de Samuel L. Jackson chega a dizer que só está com a surfista Melanie porque ela é branca.</p>
<p>Tarantino realmente dá motivos para o rótulo de vez em quando. Mas todas as denúncias não querem dizer que os filmes sejam embevecidos por preconceitos de cor ou retaliação por religião, como mostra a cena inicial de <em>Bastardos Inglórios</em>:</p>
<p><em>Landa: Os judeus compartilham o atributo comparável ao de um rato. Não considero a comparação um insulto. Considere por um momento o mundo de um rato. É um mundo hostil, de fato. Mas se um rato entrar pela sua porta agora, o trataria com hostilidade?</em></p>
<p><em> </em><em>LaPadite &#8211; Eu suponho que sim.</em></p>
<p><em>Landa &#8211; O rato já te fez algo para criar essa aversão que sente por eles?</em></p>
<p><em>LaPadite &#8211; Os ratos transmitem doenças e mordem as pessoas.<br />
</em></p>
<p><em>Landa &#8211; Os ratos causaram a peste bubônica, mas foi há algum tempo. Tanto ratos quanto esquilos transmitem as mesmas doenças. Concorda?<br />
</em></p>
<p><em>LaPadite &#8211; Sim.</em></p>
<p><em>Landa &#8211; No entanto, presumo que não sinta a mesma aversão a esquilos, não é?</em></p>
<p><em></em><em>LaPadite &#8211; Não, não sinto. É realmente um pensamento interessante, Herr Coronel.</em></p>
<p>O diálogo entre o judeu francês (LaPadite) e o coronel nazista (Landa) ajuda a explicar a raiva dos nazistas para com os judeus durante a 2ª Guerra Mundial. A conversa resume todo o ódio que os seguidores de Hitler mantiveram sem saber explicar por quê.</p>
<p><em>Apesar da cena, Bastardos Inglórios </em>não deve ser retirado da prateleira de ficção. Dá até para dizer que o filme fortalece os mitos criados pelos Aliados. No final, são os mesmos norte-americanos que salvam o mundo, com a diferença de que agora eles são bem mais violentos e divertidos – algo obrigatório para os padrões do cinema de Quentin Tarantino.</p>
<p>Ao contrário do que se diz, o diretor não dá a mínima para os preconceitos. Ele apenas os usa com frequência, sem nenhum pudor, para a construção dos personagens. Como o Coronel Hans Landa (Christoph Waltz), por exemplo, que não seria tão brilhante sem o requinte de crueldade ariana.</p>
<p>Para entender <em>Bastardos Inglórios</em>, é preciso entender o cinema antes da história.  A única mensagem passada aqui é que os EUA têm o privilégio de ter um Quentin Tarantino.</p>
<p>Aliás, o grupo antinazista, liderado pelo Tenente Aldo Raine (Brad Pitt), realmente existiu. A informação talvez ajude a convencer quem ainda precisa de algo concreto para gostar do filme.</p>
<p>Sinceramente, não gostaria de ter perdido tantos parágrafos com esses méritos. Acho todo esse papo ideológico muito chato.</p>
<p>Se existe algo injusto, em minha opinião (tô aceitando a sugestão do Word), é o detrimento do talento em função de defeitos ou da posição política do artista. Grandes talentos produzem projetos alienantes &#8211; que muitas vezes são brilhantes ao mesmo tempo &#8211; constantemente. O intervalo comercial da televisão nos mostra isso todos os dias.</p>
<p><em>Bastardos Inglórios</em> conta com 153 minutos espetaculares, independentemente das preferências do diretor e da maldade dos EUA. Qualquer juízo de valor que não admita as qualidades da obra é injusto.</p>
<p>Ao contrário de <em>A Vida é Bela</em>, o final do filme de Tarantino é pequeno em relação a todo o resto. Fotografia, diálogos e personagens da obra não tinham como cair melhor no cenário de guerra.</p>
<p>Por mais que minta em alguns trechos, <em>Bastardos Inglórios</em> é um filme que cumpre o que promete: mostrar a guerra por um ângulo inédito. Sorte a nossa que a visão era da câmera de Quentin Tarantino.</p>
<p><strong>Memorável</strong>: Tenente Aldo Raine fazendo voz de Vito Corleone. Genial</p>
<p><strong>Por Rafael Monteiro</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alemdacurva.wordpress.com/1431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alemdacurva.wordpress.com/1431/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alemdacurva.wordpress.com/1431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alemdacurva.wordpress.com/1431/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alemdacurva.wordpress.com/1431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alemdacurva.wordpress.com/1431/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alemdacurva.wordpress.com/1431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alemdacurva.wordpress.com/1431/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alemdacurva.wordpress.com/1431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alemdacurva.wordpress.com/1431/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alemdacurva.wordpress.com/1431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alemdacurva.wordpress.com/1431/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alemdacurva.wordpress.com/1431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alemdacurva.wordpress.com/1431/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alemdacurva.wordpress.com&amp;blog=5147408&amp;post=1431&amp;subd=alemdacurva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>50 filmes em 20 anos: A primeira noite de um homem</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 23:45:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>usuário</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Posição 42: The Graduate (1967, Mike Nichols) - A única professora bonita que eu tive tinha nome de homem. Fica até estranho dizer isso agora, mas todos nós amávamos a Lucinei na 6ª série. Era uma paixão coletiva bem resolvida. Naquela época, todos os meninos da classe ainda estavam se descobrindo como homens. Tudo o que sabíamos sobre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alemdacurva.wordpress.com&amp;blog=5147408&amp;post=1410&amp;subd=alemdacurva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/11/tumblr_ltf8q5tyee1qkky73o1_500.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-1414" title="tumblr_ltf8q5TYee1qkky73o1_500" src="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/11/tumblr_ltf8q5tyee1qkky73o1_500.gif?w=500&#038;h=204" alt="" width="500" height="204" /></a>Posição 42: The Graduate (1967, Mike Nichols)</strong> - A única professora bonita que eu tive tinha nome de homem. Fica até estranho dizer isso agora, mas todos nós amávamos a Lucinei na 6ª série.</p>
<p>Era uma paixão coletiva bem resolvida. Naquela época, todos os meninos da classe ainda estavam se descobrindo como homens. Tudo o que sabíamos sobre sexo e sobre nós mesmos saía dos lábios dela.</p>
<p>“G (prefiro não dizer o nome), você acha mesmo bonito rir na aula depois de não ter feito as questões? Ficar trancado no banheiro três horas por dia não te faz um homem ainda, moleque. Quem sabe fazer a lição de casa, ter responsabilidades e não rir da cara da professora faça você ter pêlos e se livrar dessa aparência de bebê”.</p>
<p>Eram longos e belos sermões. Sentíamos observados – e correspondidos. Nós também imaginávamos os pêlos e a intimidade de Lucinei.</p>
<p>Nosso amor platônico só durou um ano. Nunca mais soube de nenhuma notícia da professora de geografia desde 2003. Se eu fosse o analista, diria que ninguém amava Lucinei, mas a perdemos todos juntos. A desilusão aumentava ainda mais ao ver a substituta, a dona Dirce. A fantasia não coube mais em nenhuma outra.</p>
<p>A sorte que sonhávamos é a de Benjamin Braddock (Dustin Hoffman) em <em>A Primeira noite de um homem</em>. Assim que retorna de viagem, o jovem, recém-formado da faculdade, é assediado por uma mulher casada e complacente da menopausa (Anne Brancroft). Ele, claro, acha estranho, mas acaba aceitando &#8211; afinal, que homem solteiro negaria a atenção de uma mulher bonita, tão disponível e, principalmente, mais velha?</p>
<p><em>Não sou Freud, muito menos o analista do Belchior, mas tenho uma teoria: adolescentes não gostam da mãe do amigo por acaso. </em></p>
<p><em>Gostar de uma mulher mais velha é só uma atração da inexperiência pela experiência: um garoto de 15 anos ainda não se desligou completamente da infância. As características de menino o fazem procurar outra mãe para fazê-lo adulto. Chamo isso de Complexo de Lucinei (quando ela começou a dar aula para a sala, não tinha nem dois meses que havia tido um filho).</em></p>
<p>Como a interpretação brilhante de Dustin Hoffman nos mostra, Benjamin é um moço ingênuo, um estranho na maturidade recém-alcançada. Ele jamais imaginaria a sorte de ter Mrs.Robinson como amante. Deixando de lado a insegurança do começo da história, ele não pensa muito e aproveita as noites de fuga com a <em>milf</em>.</p>
<p>A genialidade do filme aparece ao abordar o dilema maior dos homens: a escolha entre o amor e o sexo. Benjamin se apaixona pela filha de Mrs.Robinson (Katharine Ross) e precisa decidir entre os encantos da filha e os atributos da mãe.</p>
<p>Embalado por uma trilha brilhante capitaneada por Simon and Garfunkel, <em>A primeira noite de um homem</em> mostra como as boas intenções podem confundir a mente de um jovem. Quando gosta de alguém de verdade, o homem se sente estranho. Desde adolescentes fomos preparados a não sonharmos demais com a professora.</p>
<p>No final, a trama deixa o humor e o erotismo do início e abraça o casal jovem. Benjamin escolhe a filha. Pula aos olhos de quem vê a felicidade nos olhos do personagem: desgastada a atração, a realidade cobre os olhos nus. Uma fantasia dificilmente dura mais que um carnaval.</p>
<p><strong>Memorável:</strong> <a href="http://27.media.tumblr.com/tumblr_lu7p3rFpSf1r2sj91o1_500.jpg">http://27.media.tumblr.com/tumblr_lu7p3rFpSf1r2sj91o1_500.jpg</a></p>
<p><strong>Por Rafael Monteiro </strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alemdacurva.wordpress.com/1410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alemdacurva.wordpress.com/1410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alemdacurva.wordpress.com/1410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alemdacurva.wordpress.com/1410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alemdacurva.wordpress.com/1410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alemdacurva.wordpress.com/1410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alemdacurva.wordpress.com/1410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alemdacurva.wordpress.com/1410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alemdacurva.wordpress.com/1410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alemdacurva.wordpress.com/1410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alemdacurva.wordpress.com/1410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alemdacurva.wordpress.com/1410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alemdacurva.wordpress.com/1410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alemdacurva.wordpress.com/1410/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alemdacurva.wordpress.com&amp;blog=5147408&amp;post=1410&amp;subd=alemdacurva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>50 filmes em 20 anos: Touro Indomável</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 20:36:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Posição 43: Touro Indomável (1980, Martin Scorsese) &#8211; Eu nunca vi um avô contar como quebrou as costelas para um neto. Também não me recordo de uma história de traição contada por eles. Todo senhor de idade gosta mesmo é de se vangloriar das estripulias da infância, dos galhos mais altos alcançados da árvore do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alemdacurva.wordpress.com&amp;blog=5147408&amp;post=1404&amp;subd=alemdacurva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/11/tumblr_ltkwmuanth1r3d8abo1_500.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-1405" title="tumblr_ltkwmuaNTh1r3d8abo1_500" src="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/11/tumblr_ltkwmuanth1r3d8abo1_500.gif?w=500" alt=""   /></a>Posição 43: Touro Indomável (1980, Martin Scorsese)</strong> &#8211; Eu nunca vi um avô contar como quebrou as costelas para um neto. Também não me recordo de uma história de traição contada por eles. Todo senhor de idade gosta mesmo é de se vangloriar das estripulias da infância, dos galhos mais altos alcançados da árvore do quintal. Ou do sucesso da juventude, quando ainda dava quatro em uma noite só. É, não ter tido um avô me livrou de certos constrangimentos.</p>
<p>Quase todo o avô conquista o amor do neto pelas histórias que conta. E isso não é difícil de ser explicado: nenhuma criança quer saber se foi difícil para o vô aprender a andar de bicicleta. O que ela quer mesmo é ouvir o que ele fez quando conseguiu.</p>
<p>Não importa a mentira que você conte numa história, desde que ela seja interessante para quem ouve. Mentirosos ou não, não existem contadores de histórias melhores do que os avôs. Eles nos contam apenas a melhor parte de vidas tão inconstantes quanto as nossas.</p>
<p>Qualquer biografia autorizada esconde toques de histórias de avô. Que me perdoem os ghostwriters, mas todo livro desses é uma tentativa escondida de autopromoção. José Costa que o diga.</p>
<p>Biografia autorizada precisa exaltar o personagem, seja ele Lobão, Keith Richards, Ozzy Osbourne ou Bruna Surfistinha. Touro Indomável, finalmente estamos falando do filme, destaca-se justamente por não seguir a regra: a obra está interessado em mostrar não o sucesso, mas a decadência do lutador de boxe Jake LaMotta (Robert de Niro)<strong>.</strong></p>
<p>Jake LaMotta era um homem de virtudes e defeitos bem equilibrados. Se por um lado resistia a aceitar vencer ou perder para agradar os chefes da máfia, por outro não hesitava em demonstrar as falhas de sua personalidade, tão forte quanto o seu soco, que lhe rendeu o apelido de Touro Indomável.</p>
<p>Robert de Niro entregou-se completamente ao personagem, a ponto de engordar impressionantes 30 kg para viver a fase decadente de Jake. Mas a transformação não foi apenas física: o ator conseguiu oscilar por todos os nuances de personalidade do pugilista sem perder de vista a realidade, essencial à biografia.</p>
<p>Jake LaMotta não respeitava a mulher, tanto que arrumou outra, muito mais jovem e bonita que a mãe dos seus filhos. Mas passou a ter um ciúme doentio por ela, que gerou o rompimento das relações com o irmão e grande companheiro, Joey (Joe Pesci). O momento gerou uma das melhores cenas do filme.</p>
<p>Joey é uma das melhores interpretações da vida de Joe Pesci, do mesmo nível que o baixinho encrenqueiro de Os Bons Companheiros e superior ao bandido molhado de Esqueceram de Mim &#8211; perdão, Leo. Quando Joey e Jake brigam, parece realmente que a tela estremece.</p>
<p>Bastaria a química entre os dois atores para o filme ser brilhante. Mas Martin Scorsese ainda nos oferece uma fotografia pesada nunca antes vista por mim em uma história real. O diretor, recém-saído da clínica de reabilitação, incorporou a visão de quem quase perdeu tudo à sua própria obra, tornando tudo ainda mais triste.</p>
<p><em>Touro Indomável</em> conta, em suma, a trajetória de um homem que construiu o seu fracasso no auge. Poucas obras ousam diminuir a vida do próprio personagem que a gerou. Martin Scorsese, com a ajuda de brilhante de Robert de Niro e Joe Pesci, não teve receio de mexer com as feridas abertas do pugilista e do homem.</p>
<p>O mais impressionante, porém, o filme não conta: Jake LaMotta também é avô.</p>
<p><strong>Memorável</strong>: o reencontro de Jake, já gordo e decadente, com o irmão, Joey.</p>
<p><strong>Por Rafael Monteiro</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alemdacurva.wordpress.com/1404/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alemdacurva.wordpress.com/1404/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alemdacurva.wordpress.com/1404/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alemdacurva.wordpress.com/1404/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alemdacurva.wordpress.com/1404/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alemdacurva.wordpress.com/1404/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alemdacurva.wordpress.com/1404/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alemdacurva.wordpress.com/1404/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alemdacurva.wordpress.com/1404/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alemdacurva.wordpress.com/1404/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alemdacurva.wordpress.com/1404/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alemdacurva.wordpress.com/1404/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alemdacurva.wordpress.com/1404/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alemdacurva.wordpress.com/1404/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alemdacurva.wordpress.com&amp;blog=5147408&amp;post=1404&amp;subd=alemdacurva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>50 filmes em 20 anos &#8211; 12 homens e uma sentença</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Nov 2011 00:47:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>usuário</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/11/tumblr_lp0djz5twi1ql1y7zo1_r1_500.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-1396" title="tumblr_lp0djz5Twi1ql1y7zo1_r1_500" src="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/11/tumblr_lp0djz5twi1ql1y7zo1_r1_500.gif?w=500&#038;h=307" alt="" width="500" height="307" /></a>Posição 44: 12 Homens e Uma Sentença (1957, Sidney Lumet)</strong><em> &#8211; Doze homens e uma sentença</em> deve ser o filme mais difícil de ser explicado dessa lista. Faltam brechas no enredo: toda a história se passa dentro de uma sala de júri, onde doze fumantes não identificados tentam decidir a pena de um suspeito de assassinato. A graça da obra é acompanhar o moço da foto (Henry Fonda) convencer os outros da inconsistência das provas.  E não há mais nada a dizer sobre a trama.</p>
<p>Toda essa história me lembra aquelas dinâmicas de grupo de escola. Por não ter matéria para passar, muitas das minhas professoras mandavam a gente discutir, em grupos, um caso impossível. No final, elas, que claramente estavam tão confusas quanto nós, esclareciam que não há certo e errado porque o preconceito é ruim e julgar os outros leva a alma para o inferno.</p>
<p>Eu sempre odiei todos os tipos de dinâmica, ainda mais as polêmicas. Não levo jeito para advogado. Por mais que goste de opinar em tudo, tenho preguiça de tentar convencer os outros. Nunca consigo. Acho que a incompetência me fez aceitar a pluralidade.</p>
<p>O grande encanto da história é exatamente o poder de convencimento do protagonista. O caso já está decidido antes mesmo de ser analisado só pela versão absurda do suspeito. Ainda assim, ele quer investigar as provas e saber se o homem é mesmo o assassino.</p>
<p>A forma como ele investiga as provas é realmente envolvente, impressiona. Ao analisar os fatos do crime, a cena do possível assassinato ganha forma na mente do telespectador. E o filme está na lista justamente por isso.</p>
<p><em>Doze Homens e uma Sentença</em> conseguiu me transportar para outro ambiente sem mostrar nenhuma imagem além daquela sala de reunião. Ao mesmo tempo que assistia, eu também imaginava. Foram praticamente dois filmes assistidos ao mesmo tempo, um de Sidney Lumet e outro meu.</p>
<p>Pode parecer pouco para ser marcante – e realmente é. Só que se não fosse tão simples, o filme não seria tão interessante. Bastaram doze homens, uma mesa, vários cigarros e um caso: foi feito um clássico. Mas se você duvida, eu é que não vou tentar te convencer do contrário.</p>
<p><strong>Memorável</strong>: a faca. Não dá para dizer mais do que isso.</p>
<p>Por Rafael Monteiro</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alemdacurva.wordpress.com/1395/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alemdacurva.wordpress.com/1395/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alemdacurva.wordpress.com/1395/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alemdacurva.wordpress.com/1395/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alemdacurva.wordpress.com/1395/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alemdacurva.wordpress.com/1395/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alemdacurva.wordpress.com/1395/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alemdacurva.wordpress.com/1395/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alemdacurva.wordpress.com/1395/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alemdacurva.wordpress.com/1395/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alemdacurva.wordpress.com/1395/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alemdacurva.wordpress.com/1395/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alemdacurva.wordpress.com/1395/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alemdacurva.wordpress.com/1395/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alemdacurva.wordpress.com&amp;blog=5147408&amp;post=1395&amp;subd=alemdacurva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>50 filmes em 20 anos &#8211; Tudo sobre minha mãe</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 20:17:58 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/11/tumblr_lfjtxbkq001qzi80do1_5002.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-1386" title="tumblr_lfjtxbkq001qzi80do1_500" src="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/11/tumblr_lfjtxbkq001qzi80do1_5002.gif?w=500&#038;h=200" alt="" width="500" height="200" /></a>Posição 45: 50 filmes em 20 anos &#8211; Todo sobre mi madre (1999, Pedro Almodóvar)</strong> - Esse é Agrado, o personagem engraçado de <em>Tudo Sobre Minha Mãe</em>. Se fosse outro diretor, ele poderia ser baixinho, musculoso, pobre, corcunda ou qualquer um desses estereótipos que estamos acostumados a ver no cinema. Mas como o filme é do Almodóvar, ele precisa ser um travesti.</p>
<p>Pedro Almodóvar, como quase todo artista, trabalha com o que conhece. Poucos filmes dele fogem dos temas cinema, cocaína, mulheres fortes e homossexualismo. Para gostar da obra do diretor espanhol, é preciso olhar o diferente com bons olhos. Sim, porque nem mesmo os cineastas, as mulheres, os usuários e os gays conseguem se identificar em meio a tanto exagero.</p>
<p>Eis um exemplo do mundo pitoresco de Almodóvar, retirado de T<em>udo sobre minha mãe:</em></p>
<p><em>Manuela: &#8211; Vou te contar uma história. Eu tinha uma amiga que se casou muito jovem. Depois de um ano, seu marido foi trabalhar em Paris, para ganhar dinheiro. Combinaram que ele a levaria quando estivesse bem de vida. Passaram-se dois anos. Dois anos não é muito tempo, mas o marido havia mudado.</em></p>
<p><em> Rosa: &#8211; Ele não mais a amava?</em></p>
<p><em>Manuela &#8211; A mudança era mais física. Ele voltou com um par de seios bem maiores que os dela.</em></p>
<p><em>Rosa: &#8211; Oh…</em></p>
<p><em>Manuela &#8211; Ela acabou o aceitando. As mulheres fazem qualquer coisa para não ficarem sós.</em></p>
<p><em>Rosa: As mulheres são mais tolerantes, mas isso é bom!</em></p>
<p><em>Manuela: Somos burras…E um pouco lésbicas.</em></p>
<p>O diálogo é certamente um dos melhores momentos de toda a carreira do diretor. Além de engraçada, a cena ainda é determinante para o brilhante final da história. Como vocês já sabem ou imaginam, a protagonista Manuela (Cecilia Roth) está falando de si mesma para Rosa (Penélope Cruz).</p>
<p>Gostar de Almodóvar pode ser difícil para um homem no início. Por sorte, comecei com De Salto Alto, que, apesar do título, é um filme hetero. Além dele, Carne Trêmula, Ata-me, Volver, Fale com ela e Abraços Partidos podem ajudar quem não conhece o diretor por preconceito.</p>
<p>Mesmo assim, é inegável que o diretor trabalha melhor falando do universo feminino, muito mais que o dos travestis. <em>Tudo sobre minha mãe</em> é um filme que demonstra essa admiração do diretor por essas mulheres que suportam tudo pela família – até mesmo um marido com seios fartos.</p>
<p>Na visão de Almodóvar, essas mulheres comuns, presentes na vida de quase todo mundo, merecem ser tão reverenciadas quanto o cinema. Por isso, o diretor sempre dá um jeito de homenageá-los ao mesmo tempo, como fez ao inserir Manuela nos bastidores da adaptação de Uma Rua Chamada Pecado (1951) para o teatro.</p>
<p>Aparentemente, fazer um filme é a oportunidade perfeita para Almodóvar agradecer a quem lhe deu a vida. Se ele nasceu e ganhou nome de uma mulher, foi o cinema que concebeu suas ideias absurdas e o aceitou nos créditos finais do cinema.</p>
<p>A união entre o cinema, as mulheres e os travestis só poderia render na obra-prima do diretor. Não é o meu filme favorito dele, como vocês vão poder acompanhar na lista. Mas <em>Tudo sobre minha mãe</em> representa um resumo das características de um diretor indispensável dessa relação.</p>
<p><em>Tudo sobre minha mãe</em> é um filme de Pedro Almodóvar, como ele gosta de se vangloriar nos créditos. Foi o exagero que o marcou ali e o fez abusar em tudo, inclusive nos méritos da obra.</p>
<p><strong>Bom, mas e o Agrado?</strong> A cena mais divertida do filme é protagonizada por ele, quando o ator bonitão do teatro pede desesperadamente um favor oral antes de entrar no palco.</p>
<p>Tirando isso, vocês se importam de saber que ele só tá aqui porque foi o único gif que eu achei? Não, né?</p>
<p><strong>Memorável: </strong>o diálogo de Rosa e Manuela descrito no texto</p>
<p><strong>Por Rafael Monteiro</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alemdacurva.wordpress.com/1382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alemdacurva.wordpress.com/1382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alemdacurva.wordpress.com/1382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alemdacurva.wordpress.com/1382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alemdacurva.wordpress.com/1382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alemdacurva.wordpress.com/1382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alemdacurva.wordpress.com/1382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alemdacurva.wordpress.com/1382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alemdacurva.wordpress.com/1382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alemdacurva.wordpress.com/1382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alemdacurva.wordpress.com/1382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alemdacurva.wordpress.com/1382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alemdacurva.wordpress.com/1382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alemdacurva.wordpress.com/1382/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alemdacurva.wordpress.com&amp;blog=5147408&amp;post=1382&amp;subd=alemdacurva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>50 filmes em 20 anos: Réquiem para um sonho</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 20:40:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Posição 46: Réquiem para um sonho (2000, Darren Aronofsky) &#8211; É difícil falar de drogas sem tomar partido da apologia ou do moralismo. Em meio à dúvida, todos apontam para os outros, defensores ou detratores. Enquanto o problema não for encarado como comum em toda a sociedade, a hipocrisia sempre vai vencer a discussão. O [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alemdacurva.wordpress.com&amp;blog=5147408&amp;post=1375&amp;subd=alemdacurva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/10/tumblr_lfpr0hi1et1qeq0gjo1_500.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-1376" title="tumblr_lfpr0hi1eT1qeq0gjo1_500" src="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/10/tumblr_lfpr0hi1et1qeq0gjo1_500.gif?w=500&#038;h=267" alt="" width="500" height="267" /></a><strong>Posição 46: Réquiem para um sonho (2000, Darren Aronofsky)</strong> &#8211; É difícil falar de drogas sem tomar partido da apologia ou do moralismo. Em meio à dúvida, todos apontam para os outros, defensores ou detratores. Enquanto o problema não for encarado como comum em toda a sociedade, a hipocrisia sempre vai vencer a discussão.</p>
<p>O dependente químico ainda é tratado como um monstro pela opinião pública. As propagandas do Ministério da Saúde alimentam o medo, dizendo que você precisa – você realmente precisa – sair fora dessa. Não seja igual a ele, fuja. Enquanto isso, um grupo de amigos do fundo da sala gargalha sob efeito do baseado, dizendo que não é nada demais. Não é por acaso que a publicidade gratuita sempre vence.</p>
<p>Mesmo com o linguajar descolado, o Ministério da Saúde ainda é muito distante das pessoas. A droga está presente onde menos se imagina. Não adianta generalizar e colocar a culpa nas tribos. Ricos, pobres, mendigos, empresários – ninguém escolhe o vício. Alguns passam ilesos depois de anos. Outros, não.</p>
<p>Maconha, cocaína, heroína e LSD são drogas como a bebida, mesmo que o cara legal, aquele que se embriaga toda noite, diga que não quer um filho drogado. Há muita gente envolvida no problema.</p>
<p>Dependência química é uma doença como outra qualquer e, claro, pode começar com uma diversão. Escolher usar algo é, no entanto, uma decisão de cada um. Não usar é uma preocupação a menos &#8211; porém, antes de tudo, não passa de uma escolha.</p>
<p>Só existe uma verdade sobre as drogas: o efeito que ela causa. É justamente este argumento que faz <em>Réquiem para um Sonho</em> ser diferente de qualquer outro filme sobre o assunto.</p>
<p>A obra de Darren Aronofsky consegue levar a câmera para muito perto dos dependentes. O close aproxima o expectador das sensações, sejam elas prazerosas ou aterrorizantes. Quem assiste ao filme sente os extremos da droga nos intervalos curtos entre uma imagem e outra.</p>
<p>Mas nem só de reações físicas são feitos os casos de dependência química. Todo personagem tem um sonho. O da mãe de Harry (Jared Leto) , por exemplo, é caber num vestido. Isso a faz abusar dos remédios só para poder aparecer bonita na televisão, o seu maior vício alienante. Até a luz da janela é preterida pela iluminação do aparelho.</p>
<p>Essa mulher, Sara (Ellen Burstyn), para mim, é o personagem do filme. Em meio a tantos dependentes de drogas pesadas, ela não usa nada de ilegal e sofre tanto quanto os outros. O vazio da vida dela poderia ser confundido com a escuridão do quarto. Poucas vezes senti tanta pena da paranoia de alguém.</p>
<p>O filme todo é muito pesado. O prazer, a paranoia, as sensações e o desespero tornam-se apenas culpa no decorrer da história.</p>
<p>Ao término, Harry se separa de Ellen Burstyn (Jennifer Connelly) por causa do vício, como se o filme tentasse dizer: por mais que tentemos influenciar a escolha dos outros, jamais poderemos interferir na dor individual das consequências. Perdão, isso ficou moralista.</p>
<p><strong>Memorável: a morte de Tyrone (Marlon Wayans, aquele de As Branquelas)</strong></p>
<p><em>Observação: Eu, particularmente (e vocês devem querem saber o que eu penso em uma lista sobre a minha vida), não tenho atração alguma pelas drogas. Não me orgulho nem me envergonho disso. Simplesmente não combina comigo, por mais que eu pareça um consumidor ativo da canabis. Quando o assunto é droga, não há conclusões. Só existem consequências e, quem sabe, sorte.</em></p>
<p><strong>Por Rafael Monteiro</strong></p>
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		<title>50 filmes em 20 anos &#8211; Janela Indiscreta</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 20:31:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>usuário</dc:creator>
				<category><![CDATA[All about us]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Alfred Hitchcock]]></category>
		<category><![CDATA[Grace Kelly]]></category>
		<category><![CDATA[James Stewart]]></category>

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		<description><![CDATA[Posição 47: Rear Window (1957, Alfred Hitchcock) - Eu não sei como chamar onde moro. Sempre considerei aqui um quintal com muitas casas. Não é como no Chaves, não tem um Seu Barriga para cobrar o aluguel. Cada um tem a sua propriedade. Quando chega a noite, todo mundo fecha as portas e ninguém vê nada além [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alemdacurva.wordpress.com&amp;blog=5147408&amp;post=1369&amp;subd=alemdacurva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/10/tumblr_lg00imbxl11qf7r5lo1_500.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-1370" title="tumblr_lg00imbXl11qf7r5lo1_500" src="http://alemdacurva.files.wordpress.com/2011/10/tumblr_lg00imbxl11qf7r5lo1_500.gif?w=500&#038;h=302" alt="" width="500" height="302" /></a></strong></p>
<p><strong>Posição 47: Rear Window (1957, Alfred Hitchcock)</strong> - Eu não sei como chamar onde moro. Sempre considerei aqui um quintal com muitas casas. Não é como no Chaves, não tem um Seu Barriga para cobrar o aluguel. Cada um tem a sua propriedade. Quando chega a noite, todo mundo fecha as portas e ninguém vê nada além do seu portão.</p>
<p>A minha casa é a última. Se preciso receber uma correspondência, preciso colocar“fundos” como complemento. Às vezes acho isso engraçado.</p>
<p>Quando volto da faculdade, passo por todas as casas. Nunca há uma luz acesa. Só ouço as vozes das pessoas acordadas, quase sempre acompanhada pelo som das televisão de cada quarto. O quintal fica escuro, parece um túnel.</p>
<p>A não ser quando piso no gato, não há emoção alguma. Na posição em que moro, não é possível observar ninguém, nem ser vigiado. Minhas janelas dão ao encontro do nada em todos os cômodos.</p>
<p>Talvez sejam as janelas do prédio que me atraem em Janela Indiscreta. Lembro que, ao passar a noite pela primeira vez em um apartamento, quis matar a minha curiosidade da vista lá do alto logo quando cheguei. De longe, dava para ver a entrada de um motel &#8211; Água Branca era o nome, se eu não me engano.</p>
<p>Não vi nada demais na semana que passei lá. O motel ficava longe, mal dava para identificar o sexo das pessoas. As janelas dos prédios vizinhos também não me denunciavam nada. Perdeu a graça rápido, por mais que não desistisse e tentasse todos os dias.</p>
<p>Janela Indiscreta é uma obra-prima exatamente por contar uma história que jamais veremos nas janelas dos outros: Jeff (James Stewart) não precisa mais de um binóculo para ser o herói da trama. Apenas a curiosidade o faz descobrir um assassinato e ainda prender o criminoso do prédio da frente.</p>
<p>É interessante perceber como a ação funciona no filme. Jeff está com a perna quebrada, sentado o tempo todo numa cadeira, mas nem por isso o filme perde ritmo. Alfred Hitchcock conseguiu manter a atenção do público presa a um caso sem importância, visto da janela aberta. Não é por acaso que ele era o mestre do suspense.</p>
<p>Além do mistério, o filme ganhou pontos comigo por causa do voyeurismo. Janela Indiscreta não representa nenhuma revolução sexual, mas deve ter provocado muitos homens na época.</p>
<p>A dançarina que aparece nos primeiros minutos pouco importa para o enredo, mas chamou mais a minha atenção do que boa parte das cenas. Culpa do voyeurismo. A camisola que Lisa (Grace Kelly) usa para presentear Jeff no final cumpre o seu papel de sedução, mesmo cobrindo todo o corpo. Culpa do voyeurismo.</p>
<p>Grace Kelly, por sua vez, não tinha um corpo chamativo, o que era compensado pela perfeição dos traços do rosto. Até parece que Alfred Hitchcock roubou a elegância e a beleza dela e as transformou em filme, tamanha é a semelhança de qualidades entre a obra e a musa. Um não seduziria tanto sem o outro.</p>
<p>Poucas vezes me senti tão próximo de uma história quanto em Janela Indiscreta.  Eu estava na mesma posição do protagonista, éramos cúmplices de investigação. Foi realmente muito frustrante só ele ter sido consagrado como herói. Jeff termina o filme nos braços de Lisa. E eu continuei apenas observando.</p>
<p><strong>Memorável</strong>: o encontro do criminoso com Jeff</p>
<p><strong>Por Rafael Monteiro</strong></p>
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